Lula defende entrosamento comercial com Ucrânia

Em discurso para cerca de 200 empresários na Câmara de Comércio Brasil Ucrânia, em Kiev, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu maior entrosamento entre os dois países, destacando que o comércio bilateral, em 2008, chegou a US$ 1 bilhão, mas poderia ter atingido US$ 3 bilhões ou US$ 4 bilhões. "Embora a comunidade ucraniana esteja no Brasil há 120 anos, do ponto de vista de relações políticas e comerciais, ainda somos virgens", declarou o presidente, sob aplausos e risos do presidente ucraniano, Victor Yushchenko, e da plateia de empresários.

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

02 de dezembro de 2009 | 15h04

Lula falou da diversificação da balança comercial no Brasil, lembrando que 60% do fluxo estava dividido entre União Europeia e Estados Unidos e que em seu primeiro mandato decidiu diversificar com outros parceiros comerciais para ficar menos dependente. "Redescobrimos a America do Sul e a America Latina, descobrimos a África, e passamos a olhar para o Oriente Médio, além da Ásia, entre outros", afirmou Lula, sugerindo que os ucranianos façam o mesmo. "Saímos de uma balança comercial de US$ 60 bilhões para US$ 200 bilhões e é pouco, muito pouco, se olharmos a potencialização que existe com vários países", afirmou.

Segundo Lula, o Brasil é uma oportunidade para a Ucrânia e a Ucrânia é uma oportunidade para o Brasil. Ele citou vários setores que poderão ter seus negócios ampliados, como o de fertilizantes. O Brasil é um grande importador do produto. "Por que não construímos uma joint venture para fabricar fertilizantes que o Brasil precisa?", questionou.

Segundo o presidente, se o mundo quiser mudar a sua matriz energética, terá de fazer parceria com o Brasil. "O Brasil não vai parar de crescer e os investimentos públicos não vão parar. Vamos construir mais ferrovias, estradas e hidrelétricas. Nós trabalhamos com a convicção de que em breve seremos a quinta economia do mundo. Aprendemos que a economia pode crescer sem inflação e que a balança comercial pode crescer sem asfixiar o mercado interno", disse.

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