Lula defende novas tecnologias para reduzir emissão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje uma maneira de aliar o incentivo ao crédito e a adoção de novas tecnologias para minimizar a emissão de gases de efeito estufa pelos automóveis, facilitar a renovação da frota brasileira de veículos e estimular a indústria. Em discurso na abertura do Challenge Bibendum, evento sobre sustentabilidade automotiva realizado no Rio, Lula lembrou que já defendia a ideia quando era líder do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista.

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

31 de maio de 2010 | 14h53

Ele afirmou que seu governo tem adotado políticas de redução dos custos financeiros para o financiamento de caminhões para autônomos e pequenas empresas, tratores para a agricultura e ônibus para renovar a frota de municípios. Segundo Lula, a mobilidade nas cidades é um desafio que a realidade do País impõe.

O presidente lembrou que o Brasil foi um dos pioneiros na pesquisa de fontes de energia renováveis, como o etanol, em substituição ao petróleo. Ele também criticou a postura ambiental dos países desenvolvidos. "Os grandes, que sabiam tudo, não sabem o que fazer para parar de jorrar petróleo", afirmou Lula, numa referência às dificuldades da British Petroleum (BP) e do governo dos Estados Unidos de interromper o vazamento de toneladas de petróleo no Golfo do México. "Eu acho engraçado como a imprensa trata esse negócio. Imagina se fosse a Petrobras, se fosse aqui, na Baía da Guanabara? Imagina o escândalo que o mundo não faria contra nós", discursou Lula, arrancando aplausos da plateia.

Lula voltou a se queixar da reação contrária das potências nucleares, lideradas pelos Estados Unidos, ao acordo costurado por Brasil e Turquia para que o Irã volte a negociar com a Agência Internacional de Energia Atômica. O presidente também afirmou que o Brasil e sua reação à crise internacional tem muito a ensinar aos que, nas últimas décadas, acreditaram que o melhor caminho para o desenvolvimento era a redução do peso do Estado na economia. "O mercado não é Deus e o Estado não é o diabo. Aprendemos que se os dois funcionarem bem juntos é um tanto melhor", definiu.

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