Lula defende novo acordo bilateral com o México

Em entrevista ao lado presidente do México, Felipe Calderón, depois de participar de reuniões do Grupo do Rio e da Cúpula da América Latina e do Caribe, em Cancún, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a necessidade de ampliação do comércio dos países e um novo acordo bilateral com o governo mexicano. Aproveitou para atacar "os ingênuos" que dizem que as novas organizações que estão sendo criadas têm por objetivo de deixar apenas os Estados Unidos de fora.

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

24 de fevereiro de 2010 | 07h47

Segundo Lula, estas iniciativas nasceram porque os países estão funcionando como filhos que adquiriram maturidade e que querem agir sem a proteção da mãe. "Ninguém precisa ficar incomodado por estarmos procurando caminhos para nos organizarmos. Criar fóruns de deliberações entre nós. Estabelecer ajudas mútuas entre nós", disse.

Segundo Lula, as pessoas "estão mais ansiosas de se reunirem pelo mundo afora". E avisou: "Ninguém é ingênuo para criar ruptura com os EUA ou União Europeia, até porque sabemos a importância dos Estados Unidos na relação com todos os países, tanto comercial quanto política. Nós queremos manter esta boa relação. Nós queremos ainda, mantendo esta boa relação, ter um espaço de discussão entre nós mesmos, falando da nossa realidade e construindo uma nova realidade para nós, para manter espaço".

Lula ainda brincou, lembrando que cada país participa de mais de 500 organizações. "Se eu fosse atender todos os ''Gs'' que eu participo, não sobraria tempo de governar o Brasil", declarou, provocando risos e palmas dos empresários brasileiros e mexicanos que, pouco antes, participaram de uma reunião com Lula e ouviram dele que não devem ter medo de fazer um acordo bilateral.

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