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Lula defende reformulação urgente no FMI e no Bird

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma reformulação "urgente" no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial (Bird) para enfrentar a crise internacional, e convidou os empresários de Cingapura a apostar no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em discurso no brinde de recepção ao primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, Lula disse que o estímulo ao comércio e aos acordos entre os países é uma forma de combater a crise financeira. "Ao estimular o comércio e investimentos bilaterais, geramos novos negócios, renda e emprego", afirmou o presidente. "Protegemos a economia real de um contágio maior", acrescentou.Lula disse que as trocas comerciais entre Brasil e Cingapura devem superar este ano a marca de US$ 3 bilhões e que nos últimos cinco anos essas trocas cresceram 230%. O presidente lembrou que empresas como a Embraer já atuam no país asiático. "Queremos multiplicar o potencial de nossa parceria por meio de projetos de cooperação em campos estratégicos", afirmou.Lula voltou a defender a conclusão da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para o presidente, a conclusão das negociações será uma mensagem de estímulo aos agentes econômicos, em um momento de "turbulência e incerteza".Já o primeiro-ministro de Cingapura declarou-se impressionado com a "economia dinâmica" de São Paulo, cidade que visitou. "O Brasil seguirá crescendo devido a esse dinamismo", afirmou, em seu discurso, no Palácio do Itamaraty. Ele também disse esperar que Cingapura e os países do Mercosul fechem um acordo de livre comércio.

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

25 de novembro de 2008 | 15h32

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