Lula defende revolução agrícola na América Latina

Ao lado de Chávez, presidente afirma que revolução garantiria segurança alimentar na região

Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo,

16 de janeiro de 2009 | 14h26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira, 16, que a América Latina faça uma revolução agrícola como meio de garantir sua segurança alimentar e de elevar o seu grau de independência. Ele fez essa declarações ao lado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com quem visitou um projeto de produção de leite no complexo agrícola agropecuário El Dilúvio, que está a 80 quilômetros de Maracaibo, no Norte do País.  Lula destacou que o Brasil fez a sua revolução agrícola nos anos 70 e que está disposto a transferir tecnologia para que a Venezuela faça a sua revolução. O país atualmente importa cerca de 80% dos alimentos consumidos. "Nada é mais sagrado para uma mãe que abrir um armário e ver que há alimentos para seus filhos", afirmou Lula. "A Venezuela está fazendo justamente isso", ressaltou. Chávez e Lula teriam nesta tarde uma reunião formal na escola Ernesto Che Guevara, que está no centro do Projeto Agropecuário Socialista Planície de Maracaibo. Trata-se de um projeto de irrigação, em uma área de 20 mil hectares, cuja infraestrutura física foi construída pela empreiteira Odebrecht. A gestão agrícola corre por conta da empresa brasileira de capital misto Campo, que é um braço do Embrapa. Esse projeto acolhe atualmente 300 famílias que vivem em casas mobiliadas, cedidas pelo governo. Em 2011, na etapa de conclusão do projeto, 1.100 famílias deverão estar assentadas no local.

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