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Lula defende solução energética conjunta para a região

Ele defendeu a produção de novas matrizes e criticou os países ricos que não cumprem o protocolo de Kyoto

Tânia Monterio, da Agência Estado, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2008 | 17h26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em discurso no Congresso argentino, uma saída energética conjunta para a região. "Ao citar o encontro que ele terá amanhã com os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e da Bolívia, Evo Morales, para discutir o fornecimento de gás boliviano, Lula declarou que a questão energética passou a ser uma questão mundial e muito delicada. Ele defendeu a produção de novas matrizes e criticou os países ricos que não cumprem o protocolo de Kyoto. Segundo ele, falta energia no continente, citando os problemas que são enfrentados por Brasil, Bolívia e Argentina, assim como pelos demais países da região. "Todos temos problemas com energia. Se queremos trabalhar a integração, precisamos construir uma estratégia energética conjunta", declarou, ao citar alguns dos acordos assinados com a Argentina na área de energia nuclear."É preciso construir um projeto único sem abrir mão da soberania", declarou, reconhecendo, no entanto, que todos têm limites, uns porque não têm energia e outros porque não conseguem explorá-la. Em seguida, reiterou que os países com maior potencial econômico têm que ter solidariedade com os países mais pobres e ajudá-los a se desenvolverem. De acordo com Lula, não adianta ser um país rico se estiver rodeado de países empobrecidos. "É preciso que todos cresçam juntos", disse.Lula voltou a defender a União dos países da América Latina. Ele afirmou que não existe saída sem ser pela união e voltou a pedir a redução dos subsídios agrícolas dos países desenvolvidos como única forma de permitir o desenvolvimento dos países mais pobres.Lula reiterou que não haverá crescimento verdadeiro no Brasil sem uma integração crescente com a Argentina e os vizinhos. "Juntos seremos mais fortes para enfrentar o protecionismo na Rodada Doha. Unidos podemos demonstrar a solidez de nossas instituições", declarou o presidente, acrescendo que "a criação do Banco do Sul multiplica a nossa força e oferece salutar exemplo ao mundo em meio às incertezas de turbulências geradas pela irresponsável especulação financeira internacional".

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