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Lula deixa aberta possibilidade de intervenção no dólar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou aberta a possibilidade de o governo intervir no mercado de câmbio para que o a cotação do dólar não continue a cair. Durante seu discurso hoje, na Igreja da Matriz de São Bernardo de Campo (SP), em comemoração ao Dia do Trabalhador, Lula afirmou que o governo não quer que a moeda norte-americana caia mais porque tem responsabilidade com as exportações e com a estabilidade. "Durante as eleições tinha gente que acreditava que o dólar iria para cinco (reais) e agora estão reclamando porque está a 2,91 (reais),afirmou. Dirigindo-se ao deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT-SP), ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores, o presidente disse: ?Vicentinho se prepare porque qualquer hora dessa entro no Congresso Nacional para comunicar que o salário mínimo já vale 100 dólares". Lula provocou algumas gargalhadas nascerca de 800 pessoas que lotaram a Igreja. O presidente, visivelmente cansado e incomodado pelo calor, em nenhum momento explicou, no entanto, se esses US$ 100 seriam atingidos com um aumento do salário mínimo ou por meio da própria valorização do real. Lula se referiu à significativa recuperação do real nas últimas semanas em relação ao dólar, que fechou na sexta-feira no patamar de R$ 2,90. "Nas eleições algumas pessoas diziam que o dólar iria a cinco (reais), que o Brasil entraria em crise e que o PT não vai conseguiria controlar a economia. Mas anteontem (referindo-se a terça-feira), nós colocamos US$ 1 bilhão de títulos no mercado externo, embora tenham aparecido US$ 6 bilhões para comprar", afirmou. "Estão acreditando mais no Brasil".Desemprego O presidente disse entender o que se passa na cabeça de um desempregado, porque enfrentou o problema de 1965. "Já sei o que é levantar eu e Marisa (a primeira-dama) de madrugada e procurar moeda para comprar cigarro para fumar, porque éramos viciados em cigarro, e não encontrávamos uma moeda no cofrinho para comprar", contou Lula aos olhares atentos dos "trabalhadores e trabalhadoras". É por isso, acrescentou o presidente, "que não quero passar para a história do Brasil como presidente que será lembrado porque tem uma fotografia exposta no salão nobre do Palácio (do Planalto)", afirmou. "Quero ser lembrado como presidente da República pelas políticas sociais que implementarmos neste País".

Agencia Estado,

01 de maio de 2003 | 15h36

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