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Lula descarta cortar crédito de empresa

Presidente afirma que decisão sobre demissões foi ?mau comportamento?

Leonencio Nossa e Vera Rosa, O Estadao de S.Paulo

20 de fevereiro de 2009 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou a possibilidade de pressionar o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que suspenda financiamentos à Embraer - sugestão que teria sido feita pelo presidente da Centra Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique. A companhia dispensou 4,2 mil empregados no Brasil, Estados Unidos, França e Cingapura."Eu disse ao Artur Henrique que isso seria uma estupidez", disse Lula em reunião ontem com ministros da área social. "Suspender o financiamento do BNDES seria o mesmo que decretar o aumento das demissões ." O presidente convidou a direção da Embraer para uma conversa, na próxima quarta-feira, para tentar reverter as demissões na empresa. Na reunião com os ministros, Lula mostrou grande preocupação com os cortes e com a repercussão na cadeia produtiva. Disse ainda que não se conformava com o fato de empresas "até pouco tempo atrás super capitalizadas" descontarem seus problemas nos trabalhadores na primeira adversidade. Um interlocutor antecipou que Lula, no encontro que terá com os dirigentes da empresa, lembrará que a Embraer está perto de receber uma "grande ajuda" do BNDES que está negociando com a Azul o financiamento de jatos da fabricante. Pela manhã, em conversa com um grupo de auxiliares, o presidente disse que está aberto ao "diálogo". "Nesta crise, o governo não se colocará contra as empresas, e sim ao lado delas, mas tem de haver concessões de todos os lados", disse o interlocutor.Ele gastou boa parte do dia em conversas e telefonemas para avaliar as demissões. De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Lula considera que a decisão da Embraer não se justifica no atual estágio da crise que sacode todo o mundo foi um "mau comportamento", que atinge o "lado psicológico" do mercado.

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