Lula descarta medidas artificiais contra a inflação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou hoje, durante reunião no Palácio do Planalto, adotar medidas artificiais, que não se sustentam, no esforço de combate à inflação, como têm feito países como México e Argentina, de acordo com relato do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), Aloizio Mercadante (PT-SP).Segundo Mercadante, durante a reunião foi feita uma avaliação sobre os países que trabalham com metas de inflação. A conclusão foi que, dentre esses países, somente Brasil e Canadá estão com os índices de preços dentro da meta estabelecida. "A avaliação é que o movimento fundamental nessa crise é combater a inflação sem prejudicar o crescimento", afirmou Mercadante, destacando a importância de se preservar o ritmo de crescimento dos investimentos.CréditoNa reunião, o presidente Lula reafirmou o compromisso com a meta de crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano. De acordo com relato de Mercadante, na reunião foi dito também que há na economia brasileira um processo de substituição de fonte de financiamento das empresas, por conta da redução de liquidez internacional.Ele explicou que isso significa que a expansão líquida do crédito empresarial não é tão grande como sugerem os dados estatísticos, pois parte do aumento ocorreu simplesmente porque as empresas passaram a captar recursos no sistema bancário, em vez de no mercado de capitais. "Ou seja, não é preciso tomar medidas mais duras em relação ao crédito porque este é um movimento que não é aumento de demanda. É uma troca de fonte de financiamento", disse Mercadante.

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