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Lula destrava negociação com árabes

Objetivo é fechar acordo de livre comércio entre Mercosul e Golfo

Andrei Netto, RIAD, ARÁBIA SAUDITA, O Estadao de S.Paulo

18 de maio de 2009 | 00h00

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Arábia Saudita, a primeira de um chefe de Estado brasileiro ao país, "destravou" as negociações visando a um acordo de livre comércio entre o Mercosul e as nações do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês). A afirmação foi feita pelo assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia, ontem, durante um encontro entre a delegação brasileira e líderes empresariais em Riad.Lula esteve na capital saudita acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, e dos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, do Desenvolvimento e da Indústria e do Comércio, Miguel Jorge, e da Comunicação Social, Franklin Martins, além de Garcia. Ontem, Lula almoçou com empresários sauditas na sede da Câmara de Comércio e Indústria de Riad. Em pronunciamento, o presidente reforçou a intenção de estimular as trocas comerciais entre os dois países - que já tiveram um aumento superior a 70% em 2008, comparado ao ano anterior. Ele destacou ainda a necessidade de avanços nas negociações entre o Mercosul e o GCC. "Um bem sucedido acordo entre o Mercosul e o Conselho de Cooperação do Golfo dará novo impulso ao nosso comércio bilateral."O presidente disse ainda que as companhias brasileiras podem aproveitar oportunidades de negócios na indústria petrolífera, na mineração, na engenharia e nos agronegócios, entre outros setores. "Uma nova era começa nas relações entre a Arábia Saudita e o Brasil." Os contatos políticos e econômicos mais importantes da visita foram realizados na noite de sábado, quando o presidente foi recebido para um jantar pelo rei saudita Abdullah bin Abdulaziz al Saud. As conversas entre os chefes de Estado aconteceram durante o banquete e logo a seguir, em reunião bilateral programada para durar 10 minutos, mas que acabou consumindo meia hora. Segundo Garcia, o presidente e o rei discutiram a atualidade política da América Latina, conversaram sobre suas primeiras impressões a respeito do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e trocaram elogios sobre o processo de paz entre Israel e Palestina.Em meio a estes assuntos, Lula e o rei Abdullah abordaram as negociações para o estabelecimento do acordo de livre comércio entre a Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã e o Bahrein, as seis nações do GCC, e o Mercosul."Este assunto foi destravado. Agora soltamos o freio de mão", definiu Garcia. "Acho que com a Venezuela não haverá problemas, nem com a Argentina."De acordo com o assessor especial da presidência, a ordem é para que as negociações visando à queda de tarifas alfandegárias avancem de forma a evitar a concorrência predatória e preservar companhias latino-americanas e árabes. Uma das soluções cogitadas, segundo Garcia, é a criação de joint ventures entre a Petrobrás e empresas brasileiras e sauditas. "O presidente foi explícito em afirmar que quer uma cooperação na indústria petroquímica."Entretanto, a retomada dos diálogos não resultou na criação de um calendário para as negociações futuras. A criação da área de livre comércio foi aberta na primeira Cúpula América Latina - Países Árabes, em 2005, e reforçada em março, na segunda cúpula, realizada em Doha, no Catar.

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