Lula determina que bancos públicos expandam crédito

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que os bancos públicos se esforcem para que o crédito continue em trajetória de crescimento, sem colocar em risco a saúde financeira das instituições oficiais. Segundo Mantega, Lula determinou também que os bancos oficiais reduzam os spreads (diferença entre o custo de captação de recursos e o custo da taxa de empréstimos) cobrados nas operações de crédito. De acordo com o ministro, apesar de nos últimos anos estar ocorrendo uma queda nas taxas de juros cobradas ao consumidor, o governo reconhece que elas ainda são elevadas e é preciso que haja um esforço nos bancos oficiais para reduzi-las e baratear o crédito.Mantega participou, com o presidente Lula, de uma reunião com os presidentes dos bancos públicos federais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, BNB e Basa). Também participou da reunião o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Segundo Mantega, na reunião, cada um dos bancos fez uma exposição sobre a evolução do crédito nas instituições. E o Banco Central fez uma exposição sobre o quadro geral do País. Mantega destacou o crescimento do volume de crédito disponível na economia brasileira, que passou, nos últimos quatro anos, de 23,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para 32,6%.Ele destacou que essa expansão do crédito ocorreu num ritmo mais acelerado que o crescimento econômico e foi acompanhada de uma queda nos spreads e juros finais ao consumidor, além da criação de novos instrumentos como o crédito consignado. "O importante é que esse avanço se dá com o barateamento do custo e com a atuação responsável das instituições, pois os bancos estão crescendo solidamente", disse Mantega. Apesar de exaltar o aumento no crédito, o ministro reconheceu que o atual nível de crédito em relação ao PIB ainda é "insuficiente" para garantir um crescimento mais vigoroso da economia. "O atual nível é ainda muito aquém do que se pratica em outros países", afirmou.

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