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Lula determinou revisão de juros em bancos públicos, diz Dilma

Com redução nas taxas, governo quer reduzir custo de capital e aumentar o volume de crédito no País

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

11 de dezembro de 2008 | 13h31

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira, 11 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preocupado com o aumento dos juros "cobrados na ponta" e determinou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal façam uma revisão das taxas que estão cobrando. A ministra explicou que o objetivo do governo é fazer o possível para reduzir o custo de capital e aumentar o volume de crédito. A cobrança de Lula vem no dia seguinte ao da decisçao do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 13,75% ao ano.   Veja também: Caixa já tem menor juro para empréstimo e cheque, diz Procon Medidas de alívio fiscal devem somar R$ 10 bilhões Lula encontra empresários e deve anunciar corte de impostos Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise     "Me refiro ao spread", disse ela ao ser indagada sobre a determinação presidencial aos bancos públicos. Segundo a ministra, "como não há aumento no custo de captação, não faz sentido uma cobrança de juros acima do que se fazia antes (da crise internacional)."   Spread é a diferença entre o juro cobrado nos empréstimos e as taxas pagas pelos bancos aos investidores. Esta diferença é o que determina o lucro dos bancos nas operações de crédito.   Dilma disse ainda que o governo quer uma explicação de quais são as razões técnicas "de spreads tão elevados". Ela acrescentou que "o medo não é técnico e obter maior lucratividade em cima da retração brasileira não é correto."   A ministra disse ainda que o presidente Lula pediu uma explicação ao BB e a CEF sobre os juros cobrados e "determinou uma política mais condizente com razões técnicas para os juros nos bancos públicos".   Indagada se o objetivo do governo não é incoerente com a decisão tomada ontem pelo Copom de manutenção da taxa Selic, a ministra limitou-se a dizer que não comenta decisões de política monetária.   Investimentos    A ministra disse que o governo vai "manter os investimentos intactos" apesar da crise. Segundo ela, o governo brasileiro considera a crise muito grave e maior do que em 1929, mas ao contrário do que ocorria antes, "o estado não está quebrado".   Citando as reservas brasileiras e o fato de que o País é hoje credor, a ministra garantiu que o governo tem capacidade de "agir diante da crise, com instrumentos de política fiscal e monetária, e terá condições de fazer frente às turbulências".   Segundo ela, um dos principais objetivos do governo é ampliar o crédito. "As doenças se transmitem pelo sangue e pela saliva. Esta crise é pelo crédito", afirmou ela em palestra em evento em Farmanguinhosa, unidade de produção e desenvolvimento de medicamentos da Fiocruz, que está comemorando 90 anos de criação do Serviço de Medicamentos Oficiais do Brasil.   Segundo a ministra "nós queremos ampliar o crédito, reduzir o custo de capital, aumentar a capacidade de investimento e vamos manter o PAC, assegurar o investimentos no pré-sal, e manter os programas sociais".   A ministra disse ainda acreditar que o dólar deve se estabilizar entre R$ 2 e R$ 2,50, mas explicou depois em entrevista que o governo não trabalha com nenhuma meta cambial e o principal objetivo é que o câmbio fique estável.

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