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Lula deve se encontrar com Morales após eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta quinta-feira em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, que deverá encontrar-se com o presidente da Bolívia, Evo Morales, após as eleições. As relações entre Brasil e Bolívia atravessam um momento delicado, depois que o país vizinho nacionalizou suas reservas de gás e petróleo, em maio. Na semana passada, o governo boliviano anunciou que vai apropriar-se das refinarias da Petrobras lá instaladas. Lula poderá ir a La Paz ou convidar o boliviano para uma visita ao País. "Eu confio que a Bolívia tem a exata noção da importância do Brasil para a Bolívia, como o Brasil tem a exata noção do que significa o gás boliviano para o Brasil", ressaltou. Lula deu uma estocada em seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, sem citar seu nome, ao dizer que o Brasil só passou a depender do gás boliviano em 1998. Antes disso, lembrou, o gás natural não fazia parte da matriz energética brasileira. "Já que faz, eu disse ao presidente Evo Morales: ´Evo, você não pode ficar com uma espada na cabeça do Brasil porque você tem o gás, porque nós também podemos colocar uma espada na tua cabeça, porque nós compramos o teu gás. E se não vender para nós vai ser muito difícil vender para alguém´", afirmou. "O que o presidente Evo tem me dito é que nós vamos chegar a um acordo e que nós vamos negociar. E eu acredito nisso", disse Lula,Para o presidente, o comportamento político de alguns ministros da Bolívia não condiz com o que ocorre na "mesa de negociação" entre os dois países sobre a questão do gás boliviano e derivados de petróleo."O meu ministro de Minas e Energia, o meu ministro das Relações Exteriores e o presidente da Petrobras têm feito algumas reuniões com a direção do governo boliviano e a história que a gente vê na mesa é uma e na imprensa é outra", afirmou. RetomadaO governo brasileiro acredita que poderá retomar no dia 9 de outubro as negociações com a Bolívia em torno do preço do gás e da resolução boliviana que confiscou as duas refinarias da Petrobras naquele país, disse ao Estado o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Ele comentou que está praticamente certa a realização de uma reunião, nessa data, entre ele e o novo ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas.A data de 9 de outubro havia sido proposta pelo próprio Rondeau, depois que ele e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, cancelaram a viagem à Bolívia que fariam na sexta-feira passada. O cancelamento foi uma reação política à decisão da Bolívia de se apoderar da gestão financeira das refinarias. "Eles já manifestaram que têm interesse em retomar as negociações o mais rapidamente possível", disse Rondeau. Apesar de todos problemas com a Bolívia, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, acredita que não há ameaças para o suprimento de gás natural ao Brasil. "Em momento algum a Bolívia ameaçou cortar o envio de gás. Um país precisa do outro. Nós precisamos do gás deles e eles precisam vender para nós", disse Tolmasquim.

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