Lula deverá receber caminhoneiros para evitar a greve

O risco de uma paralisação dos caminhoneiros ficou menor hoje após a reunião de duas horas e meia entre o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e representantes da Frente Nacional do Transporte Rodoviário de Carga. Os transportadores aceitaram discutir com o governo a elaboração do orçamento de 2005, definindo os projetos de restauração prioritários das estradas. Ficou acertada ainda uma reunião dos transportadores com o presidente Lula, na próxima semana.Os líderes que participaram do encontro não são os mesmos que defendem uma greve de caminhoneiros e um locaute de transportadores. Mas os negociadores acham que o avanço das negociações pode dar argumento para mudar a posição dos líderes que defendem a paralisação. O presidente da União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), José Araújo da Silva, disse que o assunto greve não foi levado ao ministro. "Quando há atenção (do governo), não há por que haver greve".Nem o presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, que coordenou a grande paralisação de 1999, vê razão para uma reprise da manifestação. "Hoje todos somos companheiros na busca de soluções e queremos ter uma aliança com o governo. E temos certeza de que da forma como vamos levar ao governo, ele vai ter sensibilidade suficiente para atender", previu Botelho.Apesar do otimismo, o presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística Presidente (NTC), Geraldo Vianna, não descarta a greve e o locaute. "Há alguns segmentos do nosso setor que não estavam aqui representados, e talvez os que estão mais irritados, mais desgastados, acreditando menos no diálogo. A gente espera que, com esse gesto de boa vontade (do governo), a gente possa encontrar argumentos para redirecionar esse movimento", disse.

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