Lula dirá ao CDES que o Brasil terá ano virtuoso em 2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e toda sua equipe econômica participam amanhã pela manhã de reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para comemorar a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB). Nos discursos, Lula e seus ministros vão afirmar que os próximos resultados da economia serão ainda "melhores".

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

14 de setembro de 2009 | 20h23

A escolha da data do evento levou em conta o simbolismo. Há exatamente um ano, no dia 15 de setembro de 2008, o pedido de falência do banco americano de investimentos Lehman Brothers dava início simbólico à crise financeira internacional. À época, Lula disse que a turbulência seria uma "marolinha", sem consequências para a economia brasileira. Um ano depois, o presidente se queixara, como fez na semana passada no Recife, que muitos setores não lhe deram atenção.

Esvaziado e sem influência política há tempo, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social foi o espaço escolhido por Lula para comemorar oficialmente e com pompa o aumento de 1,9% do PIB no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. O evento contará com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. As assessorias de Mantega e de Meirelles passaram o dia de hoje preparando o material que eles usarão em suas apresentações no conselho.

No evento, Lula repetirá últimos discursos de que o Brasil era o país mais preparado para enfrentar a crise e o governo adotou medidas que permitiram a retomada do crescimento. Nas últimas viagens pelo País, o presidente lembrou à exaustão que sofreu críticas por fazer avaliações otimistas durante o auge da crise. Ele também criticou empresários por não fazer investimentos e dar uma "resposta" aos pessimistas.

No programa de rádio Café com o Presidente, Lula adiantou parte do pronunciamento que fará aos integrantes do conselho. Ele avaliou que a economia brasileira terá um ano de 2010 "virtuoso". "Acredito que os números do terceiro trimestre serão muito importantes", disse. "E o quarto trimestre, que será publicado apenas no ano que vem, vai demonstrar um crescimento muito melhor na economia brasileira até o final do ano", completou. "Isso significa que nós vamos começar o ano numa situação muito virtuosa e de otimismo, numa situação de crescimento."

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