Lula discutirá com empresários "pacote de oportunidades"

No discurso de inauguração da Usina Hidrelétrica de Monte Claro, em Veranópolis (RS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, no final de março ou início de abril, realizará um encontro com empresários brasileiros e estrangeiros para discutir um "pacote de oportunidades" de Parcerias Público Privadas (PPPs).Nesse encontro, o presidente quer definir quais estradas, pontes, hidrelétricas e gasodutos são necessários ao Brasil e quais oferecem rentabilidade. Ele espera definir ainda o que pode ser feito pelos empresários e o que necessita de recursos do Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Se depender do Orçamento Geral da União pode-se fazer muito pouca coisa", afirmou Lula.Ele garantiu que o País terá um crescimento de 5% "ou um pouco mais" este ano. Ele lembrou que no ano passado diziam que o crescimento seria de 3,5% e foi de 5%. "Quando eu vejo os deuses das estimativas dizerem em janeiro o que vai acontecer em dezembro eu penso: Não é possível. Será que eles não acreditam ou será que nós somos estáticos, que não podemos fazer as coisas mudarem", afirmou.Setor elétricoO presidente reafirmou que o País não será pego de sobressalto por nenhuma aventura irresponsável. "Não voltaremos a ter apagão", disse o presidente, que fez uma defesa veemente à ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.Ao lembrar que a ministra teve que dar explicações nos últimos dias, por causa de problemas ocorridos no Rio de Janeiro e Espírito Santo, o presidente disse que recomendou à ministra que não precisava explicar muito. "O povo sabe que há algum tempo faltou energia, porque estávamos com capacidade de oferta superada pela demanda. E hoje o povo também sabe que temos mais energia do que demanda", disse.Segundo ele não foi fácil aprovar o marco regulatório do setor elétrico. "E não pensem que as acusações, embates, críticas e denúncias caluniosas nos fizeram perder a tranqüilidade. Porque estamos predestinados a não perder a chance de garantir o crescimento sustentável por mais 15, 20 anos", disse. "Para garantir esse crescimento é preciso de energia e o momento é de acreditar neste país", acrescentou.EleiçõesO presidente afirmou ainda em seu discurso que o seu governo não está pensando nas próximas eleições. "As próximas eleições serão conseqüência de um mandato estabelecido em lei. Fomos eleitos para governar quatro anos, fazer o que precisa e se não dermos um passo certo agora não haverá distribuição de renda, melhoria das condições. Mas tudo isso será feito com muito trabalho", afirmou o presidente.

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