Coluna

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Lula disse a Bush que é preciso avançar na questão agrícola

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou hoje, em conversa com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que sem avanços significativos na negociação agrícola, durante a Conferência da Organização Mundial do Comércio, que se realiza nesta semana, em Cancún, México, não será possível avançar nas demais áreas. A informação é do Ministério das Relações Exteriores, em nota divulgada hoje, no início da tarde. Segundo a nota, os dois presidentes se falaram nesta manhã, por telefone. Lula recebeu telefonema do presidente Bush às 8h30. De acordo com o relato do Ministério, Bush ressaltou a importância da reunião de Cancún para o futuro do comércio internacional e manifestou sua satisfação com os entendimentos recém-alcançados em Genebra, em torno do acordo sobre propriedade intelectual relacionada ao comércio e saúde pública.A nota acrescenta que o presidente norte-americano afirmou ao presidente Lula que valoriza o papel desempenhado pelo Brasil na OMC. Já o presidente brasileiro, segundo relato do Ministério, destacou os seguintes pontos: o Brasil quer preservar e fortalecer a OMC e o sistema multilateral de comércio; considera a Conferência Ministerial de Cancún uma oportunidade valiosa para orientar os trabalhos futuros da Rodada de Doha, e que o País não pode esperar por outra rodada para que os interesses brasileiros sejam atendidos, sobretudo na área de agricultura. O Brasil, assim como outros países, querem o fim dos subsídios agrícolas concedidos pelos países desenvolvidos. O presidente Lula, ainda segundo relato do Ministério das Relações Exteriores, observou que o texto do presidente do Conselho da OMC no que se refere a agricultura não satisfaz o mandato da Rodada de Doha e que junto com outros países em desenvolvimento, o Brasil preparou proposta que visa manter o nível de ambição original. "Esse grupo (o "G-20") representa 65% da população rural e cerca da metade da população mundial", acrescenta a nota.

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