Lula diz que 2009 foi 'mais do que bom' e mostra otimismo

Presidente evita dar números para PIB de 2010, mas diz que nunca esteve tão otimista como agora

Agência Estado,

28 de dezembro de 2009 | 10h09

O ano  de 2009 "foi mais do que bom", disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa de rádio "Café com o Presidente", ao lembrar o pânico por causa da crise financeira e o pessimismo que tomou conta do mundo neste ano.

 

Quanto a 2010, Lula acredita que o Brasil entra o ano em situação confortável, com a "economia crescendo", gerando empregos, com programas de investimento em infraestrutura tais como o PAC, Minha Casa, Minha Vida, Pré-Sal. "Quero dizer ao povo brasileiro que eu estou mais otimista do que qualquer cidadão brasileiro, acho que eu nunca tive otimista como eu estou agora."

 

Na avaliação de Lula, o Brasil vai continuar crescendo, se transformar nos próximos anos "quem sabe na sexta, na quinta, na quarta economia do mundo". "Temos condições para isso e eu acho que é isso que o povo brasileiro espera do Brasil e é isso que ele vai fazer com que aconteça." Lula também vê na recuperação da economia mundial, ainda que lenta, a possibilidade de aumento das exportações e disse ser preciso aprofundar o comércio com Ásia, África e América Latina.

 

Sobre o crescimento da economia, de 5% a 6%, afirmou que preferia não falar em números. "Só quero dizer que a economia brasileira vai crescer o suficiente para que a gente gere os empregos necessários, gere os aumentos de salários necessários e possa continuar fazendo os investimentos para melhorar a vida do povo" e garantir que a roda da economia continue girando. Também recomendou trabalho, cautela e ousadia. "É preciso que a gente tenha disciplina, é preciso que a gente faça as compras necessárias, mas sem se endividar demais."

 

Crise

 

O presidente lembrou que o Brasil foi menos afetado pela crise mundial por ter um sistema financeiro mais sólido e atribuiu a recuperação antes de outros países a investimentos em infraestrutura e a uma série programas e medidas, entre eles PAC, Minha Casa,Minha Vida, um programa para a agricultura. "A melhoria de vida das camadas mais pobres da população, a ascensão de uma parcela da sociedade brasileira da classe D e E, tudo isso permitiu que o consumo aumentasse, aumentasse a produção, aumentasse as vendas e que o Brasil, então, saísse da crise com muito mais vigor", disse.

 

Lula admitiu uma freada da economia em outubro, novembro e dezembro de 2008, mas garantiu que o problema foi corrigido e o Brasil mostrou competência, firmeza, ousadia e uma preparação macroeconômica vigorosa.

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