Lula diz que anuncia novas ações contra crise em janeiro

No último programa de rádio do ano, ele afirma que 2009 será difícil, mas que País continuará avançando

Reuters,

29 Dezembro 2008 | 09h58

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 29, que o governo anunciará em janeiro novas medidas para combater os efeitos da crise financeira global. Segundo o presidente, 2009 será um ano de muito trabalho, que exigirá muita disposição do governo, da sociedade e do empresariado. Lula reconheceu que a economia do País poderá crescer menos do que o previsto, mas destacou que o Brasil continuará avançando e gerando empregos. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   A meta do Executivo é obter um crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), mas o Orçamento prevê uma alta de 3,5%. O mercado tem estimativas ainda menores. Nesta segunda-feira, o Banco Central divulgou que a previsão do mercado para o PIB do próximo ano está em 2,44%.  "Até o dia 20 de janeiro nós deveremos apresentar outras propostas de incentivo ao crescimento econômico", disse Lula em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente. "Nós não vamos ficar esperando a crise abalar o Brasil. Nós vamos trabalhar para que essa crise não cause os efeitos perversos aqui no Brasil que está causando no Japão e nos Estados Unidos, com milhões de desempregados."  Citando a força do mercado interno e a maior capacidade do país de enfrentar crises externas, o presidente sublinhou que os brasileiros precisam ter "fé" e "esperança", além de começar 2009 com a "cabeça erguida". Lula voltou a dizer que o Brasil deve encarar a crise como uma oportunidade para fazer o que ainda não realizou. "O que o Brasil será em 2010 vai depender do que a gente tenha capacidade de fazer em 2009", afirmou. O presidente fez também um balanço de 2008. Para Lula, o saldo foi positivo, pois, apesar de enfrentar dificuldades no último trimestre devido à falta de crédito no mundo, a economia doméstica cresceu e gerou empregos. "O Brasil teve um ano, eu diria, bom. Não vou dizer ótimo, mas um ano bom", concluiu.

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