Lula diz que Brasil está pronto para usar reservas na crise

Presidente afirma ainda que País poderá comprar ativos bancários se isso for necessário para conter a crise

Reuters,

13 de outubro de 2008 | 19h31

O Brasil está pronto para usar suas reservas internacionais e comprar ativos bancários se isso for necessário para defender seus sistema financeiro, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira. O Brasil tem mais de US$ 230 bilhões em reservas que podem ser usadas e está em uma posição mais forte para combater a crise financeira internacional do que qualquer outra grande economia mundial, disse Lula a jornalistas na Espanha.   Veja também: Tesouro dos EUA vai comprar ações de bancos, diz 'WSJ' Com ação coordenada, Bovespa sobe 14% e NY tem alta recorde Dólar segue otimismo com plano europeu e afunda quase 8% Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira      "Tudo isso é dinheiro que podemos usar, se eventualmente for necessário", disse Lula durante uma entrevista coletiva antes de receber um prêmio. "Estamos preparados para liberar alguns recursos de nossas reservas, se nos pagarem com títulos, para que nossas reservas sejam mantidas".   Lula disse que os recursos seriam principalmente para bancos brasileiros que operam no exterior. Perguntado se o governo brasileiro estava preparado para comprar ações de bancos, Lula disse que isso dependeria da situação.   "Se houvesse um banco em uma posição em que considerássemos que isso era necessário, primeiro iríamos arranjar um outro banco para comprar sua carteira de ações, como o Banco do Brasil já comprou três. E tem a capacidade de comprar mais", disse Lula. "Segundo, se fosse necessário, o governo emprestaria dinheiro para o Banco Central como um concessor de último recurso. O que acho é que devíamos continuar em alerta".   Lula disse que o Banco Central está garantindo que o sistema financeiro não enfrente problemas de liquidez, depois de ter recebido poderes adicionais do governo.  O presidente acrescentou que o Brasil está protegido pela forte demanda doméstica e por um sistema financeiro fortalecido.   "De todos os países grandes, dos Brics e dos desenvolvidos, o que enfrenta o menor risco é o Brasil", disse Lula, antes de receber o prêmio Dom Quixote de La Mancha, concedido a indivíduos e governos que difundem a língua espanhola.

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