Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Lula diz que Brasil não terá apagão em 'hipótese alguma'

Segundo presidente, Terminal de GNL da Petrobras dá sinal ao País de que não haverá problema de energia

Angela Lacerda, de O Estado de S. Paulo, e Agência Estado,

23 de março de 2009 | 10h39

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 23, que o Brasil pode prometer a qualquer investidor, brasileiro ou estrangeiro, que não corre o risco de apagão, "em hipótese alguma". Lula referia-se ao Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Petrobras na Baía de Guanabara, inaugurado na semana passada.

 

No programa semanal de rádio Café com o Presidente, ele afirmou que o terminal "representa mais independência para o Brasil". "O fato concreto é que, com este terminal de gás natural liquefeito na Baía da Guanabara, a gente dá sinal para o Brasil de que não haverá problema de energia no Brasil porque, quando nós tivermos com os lagos das nossas hidrelétricas vazios, que não tiverem produzindo energia, nós poderemos acionar a termelétrica a gás e ela vai produzir a energia que o Brasil necessita", disse.

 

De acordo com Lula, com as energias hídrica e termelétrica a gás, o País tem uma oferta energética que permite a qualquer investidor, brasileiro ou estrangeiro, não ter preocupação ou medo de investir no Brasil.

 

"O que posso dizer ao povo brasileiro é que durma tranquilo, que os empresários invistam tranquilos porque nós vamos garantir energia para garantir mais emprego, mais salário e mais renda para o povo brasileiro", disse.

 

O presidente lembrou a crise de energia de 2001. Segundo Lula, na época, o Brasil não tinha linhas de transmissão para transportar eletricidade de lugares que tinham excesso para os locais em que faltava, como São Paulo.

 

Ele declarou que, com a nova instalação de GNL na Baía de Guanabara, o País poderá importar gás de outras nações, e não só da Bolívia. Ao recordar a crise de gás com a Bolívia, em 2006, Lula julgou que a nacionalização da matéria-prima era um direito daquele país.

 

"Agora, ao mesmo tempo em que eu compreendi as necessidades da Bolívia, eu também, como brasileiro e como presidente do Brasil, sabia que o Brasil não podia ficar submetido a apenas à pressão de um fornecedor de gás", acrescentou.

 

Sacrifício

 

Nesta manhã, o presidente falou, no Recife, em "sacrifício", ao comentar os efeitos da crise econômica mundial no Brasil. A declaração foi feita ao desembarcar na capital de Pernambuco, em entrevista exclusiva para o programa Supermanhã, da Rádio Jornal, apresentado pelo radialista Geraldo Freire.

 

"Agora, temos problemas no setor de exportação. Principalmente no setor de máquinas e automóveis. Isso tem caído. Estou convencido que o sacrifício que o povo brasileiro vem fazendo será de curta duração", afirmou. "Porque quem importa fruta, carne e soja do Brasil sabe que tem de continuar comprando, vai continuar importando", afirmou, ao responder sobre a crise da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco (PE).

 

De acordo com Lula, o setor de exportação é "vital" e é nessas horas que o governo tem de entrar para atuar, seja por meio de medidas da administração federal, do Banco do Brasil (BB) ou do Banco do Nordeste (BNB) para rolar "dívidas dos companheiros e não permitir que o sufoco venha matar afogados os que apostaram e trabalharam o tempo inteiro".

 

Às 11h30, ele inaugura uma fábrica da Sadia, a primeira da empresa no Nordeste, em Vitória de Santo Antão, na região metropolitana do Recife. Para Lula, a inauguração é um ato simbólico porque, no momento em que só se fala de crise, uma companhia se instala e, com ela, "virá progresso para a região". "Esse país não tem de ter medo de crise. É como uma gripe num cabra macho que ele vai trabalhar e não perde um dia de serviço por causa da gripe. Eu quero mostrar que existe uma crise, ela é grave, Obama e os alemães têm mais problemas que o Brasil e nós vamos enfrentar essa crise trabalhando", disse.

 

"Quanto mais crise, mais trabalho. Quanto mais crise, mais investimento. É assim que vamos debelar esta crise causada pela irresponsabilidade do sistema financeiro internacional", disse. Lula declarou ainda que é uma "asneira profunda" dizer que ele demorou para enfrentar os efeitos da crise no País, ao ser perguntado sobre se tomou as medidas em tempo.

Tudo o que sabemos sobre:
LulaEnergiaCrise Financeira

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.