Lula diz que críticas ao BNDES são ‘descabidas’

Presidente critica afirmações de que o banco empresta dinheiro subsidiado e diz que ele existe para financiar a indústria brasileira

Anne Warth e Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

23 de agosto de 2010 | 13h41

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou nesta segunda-feira, 23, de "descabidas" as críticas relacionadas aos investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com ele, o BNDES tem sido alvejado por ter recebido aporte de R$ 180 bilhões do Tesouro Nacional. "Omite-se deliberadamente o retorno tributário dessas operações, bem como a expansão da capacidade instalada que elas propiciam ao incrementar a demanda por máquinas, gerar empregos e promover a competitividade do parque produtivo nacional", disse Lula, durante encontro com empresários da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de base (ABDIB) em São Paulo. O presidente foi homenageado com o prêmio Personalidade da Infraestrutura 2009, entregue pelo presidente da ABDIB, Paulo Godoy.

"Menosprezar as interações estratégicas entre políticas públicas e atividade produtiva do setor privado custou ao Brasil um oneroso apagão elétrico no passado recente", disse o presidente Lula. Até então seguindo o discurso formal, previamente preparado para a ocasião, Lula quebrou o protocolo e passou para críticas mais contundentes em relação aos ataques que o banco de fomento tem sofrido. "O BNDES está tão grande que tem gente reclamando que o banco está emprestando dinheiro subsidiado para o setor privado", acrescentou."O BNDES existe para financiar a indústria brasileira e quanto mais baixos os juros, melhor ", avaliou Lula.

'Futuro das taxas de juros é converger para taxas mundiais'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o futuro da taxa de juros no País é de caminhar para convergência com os níveis mundiais. De acordo com ele, o crescimento da produtividade, a estabilidade de preços, a redução da taxa de desemprego e o maior nível de investimento são provar irrefutáveis do ciclo de expansão que o País vivencia com inflação sob controle. "O futuro da taxa de juros, certamente, é de convergência com a média mundial", afirmou.

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