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Lula diz que dará apoio financeiro para exportações uruguaias

Ao lado do presidente do Uruguai, Jorge Batlle, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o Brasil é sensível às dificuldades econômicas enfrentadas pelo Uruguai e que vai conceder apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de bancos regionais para estimular as exportações uruguaias. "O importante é ajudar o país a melhor se integrar nas cadeias produtivas do Mercosul", observou. "O Uruguai, por suas tradições e independência, é um sócio essencial do Mercosul, um parceiro político que interessa ao Brasil ver economicamente estável". Lula defendeu, também, a criação de joint-ventures entre empresas dos dois países, com apoio de linhas de financiamento de bancos oficiais brasileiros.Ele criticou as barreiras a produtos dos países em desenvolvimento no mercado internacional. "No comércio, as coisas pouco avançam", disse. "Os países desenvolvidos continuam a prometer muito e oferecer pouco. Seus mercados continuam fechados a grande parte de nossos produtos, em particular onde temos vantagens comparativas". Segundo Lula, para países como Brasil e Uruguai, essas distorções são "intoleráveis" no comércio agrícola.Ele prometeu levar essa discussão à reunião do G-8, que se realizará em 1º junho em Evian, na França. "O recado que vou levar é que a melhor ajuda que deles podemos receber para acabar com a fome e a miséria em nossos países não é esmola ou tapinhas nas costas, mas o fim das barreiras à entrada de nossos produtos", afirmou.Ainda no pronunciamento, Lula disse que negociações comerciais como as para criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) têm que ser "equitativas e equilibradas", levando em conta os diferentes níveis de desenvolvimento econômico e social do hemisfério. Ele destacou que Brasil e Uruguai, só no comércio agrícola, deixam de ganhar bilhões de dólares no mercado internacional devido ao protecionismo. "Somos dois países extremamente eficientes e competitivos nessa área e, juntos, deixamos de ganhar bilhões de dólares anualmente em exportações", afirmou. Segundo Lula, a solução para o "atoleiro" em que se converteu o comércio agrícola mundial passa pela Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente no que se refere à eliminação dos subsídios. "Precisamos desbloquear os impasses na Rodada de Doha", afirmou. "Vamos lembrar a nossos parceiros que, sem concessões substanciais na área agrícola, temos pouco interesse em discutir os demais itens da rodada". Sobre as perspectivas da economia mundial, Lula avaliou que "nada indica que haverá rápido movimento de recuperação da economia internacional". No pronunciamento, ele voltou a mencionar a situação do Iraque, ressaltando que são muitas as interrorgações na esfera política mundial depois da ação militar no Iraque sem o aval do Conselho de Segurança da ONU.

Agencia Estado,

12 de maio de 2003 | 16h44

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