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Lula diz que debate sobre o pré-sal ainda está aberto

Mas o presidente quer uma discussão rápida: ?Nós também não podemos ficar discutindo muito tempo?

Leonencio Nossa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2009 | 00h00

Em meio a queixas de empresários e dos Estados produtores de petróleo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o governo está aberto para o debate sobre a regulamentação do pré-sal a partir de segunda-feira, quando envia ao Congresso um modelo de marco para o setor. Ele avisou, no entanto, que atuará para garantir uma discussão rápida. "Na hora em que a gente começar o jogo, está feito o debate nacional. Aí, ninguém segura", disse. "Nós também não podemos ficar discutindo muito tempo."As declarações de Lula foram feitas num discurso de 50 minutos durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Itamaraty. Sem dar detalhes da proposta, o presidente disse que "companheiros" do setor "vendem" a ideia de que o governo está sendo "muito duro" na elaboração do novo marco regulatório. "No Brasil, sempre aparecem aqueles que se tratam como se fossem cidadãos de segunda classe e acham que a gente não pode fazer nada", disse. O presidente reafirmou que a proposta do pré-sal inclui a criação de um fundo para educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza. Ele descartou pedidos para repassar parte do dinheiro do fundo para outras áreas, como a Previdência. "Se a gente pulverizar o dinheiro, ele vai entrar no ralo do governo e não vai produzir nada", disse. "Queremos carimbar o que a gente vai fazer", completou. "Precisamos ter carimbados educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza como três coisas sagradas para tirar o País da situação em que se encontra." Lula foi aplaudido pelos integrantes do conselho ao afirmar que era preciso investir em educação e os investimentos em ciência e tecnologia darão valor agregado e criarão uma nova indústria petrolífera."O Brasil precisa criar definitivamente a sua indústria petrolífera", disse Lula. Nas contas do presidente, vai ser preciso comprar pelo menos 200 navios, 40 sondas e várias plataformas. "Sonho que daqui a 15 ou 20 anos este País pode ser um outro país, industrializado, socialmente justo e com uma grande maioria de brasileiros pertencentes à classe média."

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