Lula diz que ficou ''triste'' com o resultado do PIB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "ficou triste" com o resultado do PIB, que caiu 0,8 % ante o último trimestre do ano passado, mas ressalvou que "não foi a catástrofe" prevista pelos especialistas. "Eu fiquei triste porque a gente vinha num crescimento tão extraordinário, de 5%, 6%, estava numa situação tão boa, e, de repente, veio uma crise causada nos países ricos e nos traz esse transtorno", lamentou. Para Lula, a única saída é investir em obras - e foi isso que ele prometeu, durante encontro com dezenas de prefeitos e governadores para tratar de obras em áreas afetadas por enchentes, que o governo chamou de PAC da Drenagem. Na solenidade, foi anunciada a liberação de R$ 4,7 bilhões para obras como contenção de encostas e melhoria de áreas que sofrem com enchentes e inundações.Lula reconheceu que a queda do PIB "foi uma coisa ruim", mas ressaltou: "O PIB caiu mais do que eu queria, mas caiu menos do que foi anunciado nos por especialistas. Todo mundo dizia que ia ser uma catástrofe, era 4%, era 5%, e não foi". No discurso, Lula pediu aos prefeitos que coloquem as melhores pessoas de seus quadros para desenvolver os projetos, avisando que "não faltará dinheiro". E disse ainda que esses investimentos vão garantir o crescimento da economia, porque vão representar empregos."Quem é governador, quem é prefeito sabe que há sinais de recuperação da economia brasileira. Eu continuo acreditando pelos números que somos o último país a entrar na crise e vamos ser o primeiro a sair dela", declarou. "Os investimentos do governo são um dos instrumentos de combate à crise porque, imaginem vocês, que o IBGE diz que o gasto do governo cresceu 2,7%", avisou Lula, apelando para que os prefeitos e governadores toquem as obras o mais rápido possível. "Imaginem se o governo também tivesse entrado em crise e parado de contratar obras e de fazer as coisas", desabafou, pedindo pressa a prefeitos e governadores. "Não vou pedir para que vocês cometam qualquer irregularidade ou irresponsabilidade. Mas não tem outro jeito de sair dessa crise mais rápido, se a gente não fizer investimentos e obras mais rápido."

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