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Lula diz que G-20 tem que impedir que recessão se alastre

'Não aceitamos que os responsáveis pela derrocada econômica nos repassem a conta', afirma presidente

Leonencio Nossa e Denise Chrispin Marim, da Agência Estado,

18 de novembro de 2008 | 14h27

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 18, que o G-20 (grupo dos sete países mais industrializados e de países emergentes) tem que impedir que a recessão se alastre pelo planeta. Em discurso de recepção ao presidente da Indonésia, no Palácio do Itamaraty, Lula voltou a cobrar dos países ricos uma solução para a crise financeira. "Não aceitamos que os responsáveis pela derrocada econômica mundial nos repassem a conta", disse. "Temos de reordenar uma arquitetura financeira internacional falida", acrescentou.   Veja também: Paulson diz que pacote não salva economia e prevê mais ações Principais economias do mundo confirmam cenário de crise Governo já injetou mais de R$ 150 bi contra a crise financeira Governo estuda regulamentar crédito para micro empresas Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Em discurso redigido, Lula evitou fazer referência às negociações da Rodada Doha, como é tradicional nas recepções a chefes de Estado, no Itamaraty. É que a Indonésia é líder do G-33 - grupo de países de economias em desenvolvimento, e de importadores de alimentos - que se posicionou contra mudanças no sistema comercial, nas últimas reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC).   Lula ressaltou a importância do encontro do G-20, no último final de semana, em Washington. "Nos juntamos a outros líderes mundiais para buscar soluções emergenciais e estruturais à grave crise financeira global. A humanidade atravessa um momento difícil", destacou.   Ele disse que a solução para a crise não pode impedir a continuidade do desenvolvimento dos países emergentes. "Exigimos soluções verdadeiramente justas e consensuais, que não façam retroceder o nosso desenvolvimento", afirmou. "Não podemos sacrificar os êxitos que tivemos na luta contra a pobreza e a desigualdade."   Lula voltou a defender maior controle do sistema financeiro. "Só com responsabilidade e transparência garantiremos que os mercados estejam a serviço dos interesses coletivos e não da ganância irresponsável de uns poucos", afirmou. O brinde ao presidente da Indonésia foi com água e suco, porque o país é muçulmano.   O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, insistiu, em seu discurso, na intensificação da relação bilateral e mostrou-se disposto a intensificar a cooperação na área de etanol, que já havia sido esboçada em julho passado, na visita de Lula a Indonésia.

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