Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Lula diz que governo não vai aumentar gastos

"O Brasil ainda exige cuidados. O Brasil não vai gastar aquilo que não pode gastar"

Agência Estado ,

04 de setembro de 2007 | 15h44

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu nesta terça-feira, 4, que o governo não aumentará os gastos pelo fato de a economia brasileira se manter estável. "O Brasil ainda exige cuidados. Não podemos, por termos chegado a uma situação de equilíbrio, achar que está tudo resolvido e começar a gastança. Vamos continuar agindo como sempre agimos, o Brasil não vai gastar aquilo que não pode gastar", afirmou durante cerimônia de início das obras da refinaria de petróleo Abreu e Lima, em Ipojuca (PE). O presidente voltou a dizer que a economia está bem, mas afirmou que ainda há uma "Muralha da China" a se levantar. "Não sei em quantos momentos da história o Brasil teve um presidente que pudesse viver o momento de tranqüilidade que estou vivendo. [Mas] não é porque tudo já esteja feito. Pelo contrário, temos uma verdadeira Muralha da China para construir e estamos começando". Lula destacou que o consumo interno é o principal responsável pelo crescimento da economia, devido às políticas do governo de transferência de renda, geração de emprego e aumento do volume de crédito. O presidente reforçou a idéia de que o Nordeste deve receber mais investimentos que as outras regiões. "Há muita gente que acha que o Nordeste nasceu para emprestar pedreiro e lavador de carro para as regiões mais ricas desse país", disse. "Se atraso fosse solução, o Nordeste seria a região que receberia mais investimentos dos governos federais". A refinaria é, a princípio, uma parceria entre a Petrobras e a venezuelana PDVSA. Mas as obras começarão sem a participação dos venezuelanos, pois o acordo ainda não foi concluído. Inauguração O presidente almoçou com o governador de Sergipe, Marcelo Deda (PT). Depois disso, seguiria para o Teatro Tobias Barreto, onde acontece o batismo da plataforma de petróleo Piranema. A embarcação, a primeira com casco redondo, foi construída pelo grupo norueguês Sevan Marine, que a arrendou à Petrobras pelo período inicial de 11 anos. Com o início das operações do campo de Piranema, o primeiro em águas profundas do Nordeste, até o fim do ano, a produção de petróleo do Sergipe aumentará quase 70%, atingindo 74 mil barris por dia. Na estimativa do governo estadual, serão mais R$ 5 milhões em royalties por mês para o caixa do governador petista. O presidente acompanhará o batismo da plataforma por um telão, ao lado do governador, do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e de diretores da empresa norueguesa. A plataforma está ancorada a cerca de 25 quilômetros da costa sergipana. De acordo com a Petrobras, o casco redondo da Piranema a torna mais estável diante das condições do mar e do vento. A plataforma é capaz de produzir até 30 mil barris por dia, além de armazenar e transferir o óleo. No entanto, a produção inicial será de 10 mil barris diários. O óleo de Piranema será o mais leve entre os produzidos em águas profundas no Brasil.

Tudo o que sabemos sobre:
Gasto público

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.