Lula diz que 'Manifesto Comunista' já dava receita contra crise

Presidente voltou a defender a regulação do sistema financeiro internacional e dos paraísos fiscais

Leonêncio Nossa, da Agência Estado

05 de março de 2009 | 11h48

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula voltou a defender a regulação do sistema financeiro internacional e dos paraísos fiscais. Segundo o presidente, o manifesto comunista de Karl Max e Engels, publicado em 1848, já dava a receita para saída de crises como esta."Agora é hora da gente aproveitar a crise e fazer o que não tivemos coragem de fazer nos últimos 20 anos", afirmou. Veja também: Corte de gastos não soluciona crise, diz LulaO presidente voltou a defender a regulação do sistema financeiro internacional e dos paraísos fiscais. voltou a defender a regulação do sistema financeiro internacional e dos paraísos fiscais. "Onde está, Gerdau, o dinheiro que rodava antes da crise? Desapareceu", disse o presidente dirigindo-se ao empresário Jorge Gerdau, que integra o conselho. "Temos não apenas de regular o sistema financeiro e os paraísos fiscais, mas estabelecer o crédito no planeta,porque sem crédito, a economia não funciona", afirmou o presidente, no discurso de abertura da 29ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).Ele aproveitou o discurso para fazer uma defesa da política social do seu governo. Ele disse que programas como o bolsa família e Luz para todos, entre outros,contribuíram para o aumento, no mercado interno, do poder aquisitivo das classes mais pobres da população. "Os especialistas que vieram para participar do seminário, gastando seu dinheiro, devem agora gastar um tempo para conhecer os programas sociais do governo", disse o presidente. "Vocês vão perceber que foi possível ajudar os pobres e fazer os ricos ganharem dinheiro", completou.Em seguida Lula atacou , sem citar nomes, empresas que fizeram apostas no mercado especulativo. "Lamentavelmente muitos quiseram ganhar mais do que deveriam ganhar e aplicaram no derivativo e quebraram a cara. Não produziram uma única folha de papel. Temos de aprender esta lição". O presidente afirmou que a economia não pode estar desassociada da política e dos interesses sociais. "Chegou a hora da verdade e da política. Não tem contemporização. E essa crise foi gerada no coração daqueles que sabiam tudo", afirmou.

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