carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Lula diz que não dará palpite sobre economia do País no próximo ano

Lula ainda completou dizendo que não vai se manifestar sobre aumento de juros, reafirmando que é a presidente eleita, Dilma Rousseff, quem terá que decidir sobre o assunto a partir de agora

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

27 de dezembro de 2010 | 12h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não dará palpite sobre a economia brasileira no próximo ano. Questionado sobre sua avaliação quanto ao controle da inflação no Brasil e sobre decisões recentes da China, que anunciou elevação de juros, pela segunda vez em dois meses, para combater a inflação, o presidente Lula comentou: "Está dentro da afirmação de que não posso dar palpite; 5,3 (previsão da inflação no Brasil) é um índice dentro da meta. A inflação me preocupa todo dia, toda hora porque ela corrói o poder aquisitivo do salário. A previsão de 2011 está dentro da meta".

Lula ainda completou dizendo que não vai se manifestar sobre aumento de juros, reafirmando que é a presidente eleita, Dilma Rousseff, quem terá que decidir sobre o assunto a partir de agora. "Em janeiro, o Copom vai se reunir e o presidente do Banco Central será outro. Eu não vou falar se é hora de subir ou não (os juros). A última vez que o Copom se reuniu no meu governo não aumentou (os juros)". Para o presidente, "a dosagem do remédio será dada pela autoridade monetária".

De acordo com Lula, "a presidente Dilma conhece como ninguém (essa área) e o Brasil está seguro para enfrentar adversidades".

Sobre o salário mínimo, que ficou em R$ 540,00 no Orçamento de 2011 de acordo com recomendação do governo, Lula disse: "Se tiver de fazer alguma mudança, a presidente Dilma fará em janeiro".

Ao analisar a crise financeira internacional, o presidente destacou que o seu governo tomou medidas para aumentar o crédito no mercado, liberando o compulsório e permitindo mais financiamento de veículos. Ele observou que houve uma "intervenção forte" no Banco do Brasil e na Caixa para agilizar medidas para combater a crise. "Nós aqui levamos dez dias para resolver o problema de financiamento de veículos. O Obama levou sete meses para resolver o problema da General Motors", disse.

Lula elogiou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pelas medidas tomadas: "Com eles, tivemos agilidade em resolver o problema".

Tudo o que sabemos sobre:
LulaDilmapalpiteinflaçãoChina

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.