Lula diz que no auge da crise, esperava mais da Vale

Presidente não esconde insatisfação com decisões da empresa atrasar início de projetos importantes

Leonencio Nossa e Algela Lacerda, da Agência Estado,

11 de setembro de 2009 | 15h24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou nesta sexta-feira, 11, que esperava mais da mineradora Vale, no auge da crise mundial. Em entrevista, em Pernambuco, Lula disse que é amigo pessoal do presidente da empresa, Roger Agnelli, mas não escondeu sua insatisfação com decisões da empresa de não ter iniciado projetos considerados importantes pelo governo, como a construção de siderúrgicas e investimentos na construção de navios.

 

Veja também:

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialDicionário da crise 

especialComo o mundo reage à crise

 

Lula relatou que no último encontro que teve com Agnelli, nesta semana, em Brasília, disse ao empresário que a Vale poderia ter começado as obras de construção de siderúrgicas no Espírito Santo, Pará e Ceará, durante a crise. "Eu disse para o companheiro Roger Agnelli que era para termos começado a construir essas siderúrgicas no auge da crise, para dar uma resposta a quem estava com medo", afirmou o presidente.

 

Lula disse que nessa mesma conversa pediu para Agnelli comprar navios de transporte de minério na indústria naval brasileira que, segundo o presidente, está voltando a crescer. "Ele (Agnelli) disse para mim que a indústria naval brasileira não podia fabricar navios e agora conversei com companheiros (do estaleiro) da Atlântico Sul e eles disseram que já estão preparados", disse o presidente. Segundo ele já na próxima semana vai se reunir com a Atlântico Sul, Agnelli e a indústria naval para saber se é possível atender a demanda da Vale. "Eu disse para o companheiro Roger que a gente tem de pensar no Brasil. Você vai comprar um pouco mais barato (se importar), mas estará gerando emprego na China, gerando salário na China", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
LulacriseVale

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.