Lula e Chávez discutem criação de empresas na Venezuela

Presidente brasileiro viaja acompanhado de José Gabrielli, da Petrobras, para acertar criação de companhias

Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo,

13 de dezembro de 2007 | 13h52

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido nesta quinta-feira, 13, em Caracas, pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no segundo encontro dos dois neste semestre. Após desembarcar no aeroporto de Caracas, Lula seguiu para o Palácio Miraflores no mesmo automóvel que o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que será responsável pelas negociações sobre a criação de duas companhias mistas pela Petróleo de Venezuela S.A. (PDVSA) e pela estatal brasileira, voltadas para a exploração conjunta de petróleo nas jazidas da Carabobo, e sobre a construção da refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco. No primeiro encontro em que os dois presidentes trataram do assunto, em setembro passado, ficou acertado que a criação da duas companhias deveria ser anunciada nesta quinta, ao final da reunião no Palácio de Miraflores, mas o processo de negociação ainda não foi concluído. Durante a cerimônia oficial de boas-vindas a Lula, militares da Guarda Presidencial venezuelana cantaram o Hino Nacional Brasileiro, cuja letra podiam ler em enormes telas de televisão. Ao final da cerimônia, houve dois pequenos incidentes. O primeiro, quando o embaixador do Brasil em Caracas, João Carlos Souza-Gomes, foi impedido de usar a porta pela qual Lula e Chávez haviam entrado no palácio.  O outro incidente foi entre o ministro venezuelano de Comunicações e Informação, William Lara, e o repórter de televisão Jordi Évoli, do programa humorístico "Buena Fuente". A uma distância de 50 metros de Chávez, Évoli gritou: "Presidente Chávez, tenho um presentinho de Natal do rei da Espanha para o senhor!" Era uma referência à frase "Por qué no te callas?", dita pelo rei Juan Carlos repreendendo Chávez, recentemente, na Cúpula Iberoamericana, em Santiago do Chile. Em reação a Évoli, William Lara gritou: "Ou você respeita as regras, ou te retirarei daqui." O repórter ficou quieto. Da programação oficial, foi eliminado o almoço que os dois presidentes teriam na sede da PDVSA, onde seria encerrado um encontro empresarial. O almoço será no Miraflores.

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