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Lula e Kirchner já estão em Puerto Iguazú

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta das 11 horas desta quinta-feira ao Iguazú Grand Hotel, na Argentina, para participar de reunião com os presidentes da Bolívia, Evo Morales, da Argentina, Nestor Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez. Além de Lula, apenas o presidente argentino já havia chegado ao local do encontro.O objetivo da reunião entre os quatro presidentes é discutir a crise no mercado de gás, após o decreto do governo boliviano que nacionalizou as reservas de petróleo e gás natural. A medida pode culminar na expropriação de empresas brasileiras que atuam naquele país, caso da Petrobras, e com aumento de preços e risco de desabastecimento do combustível.Lula chegou acompanhando do vice-presidente, José Alencar, e dos ministros Silas Rondeau (Minas e Energia) e Celso Amorim (Relações Exteriores), além do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, e do assessor especial da presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Era prevista também a presença do presidente da Câmara, Aldo Rebelo, mas de acordo com a assessoria da presidência ele seguiu em viagem para o Paraguai. A expectativa é de que Morales e Chávez cheguem juntos ao encontro. O presidente boliviano deverá vir acompanhado dos técnicos que redigiram o decreto de nacionalização. ExpectativaA expectativa do governo brasileiro, segundo fontes, é que a conversa entre os presidentes seja de entendimento para a preservação do trabalho de unidade da região, já que o Brasil defende a construção de um bloco da América do Sul. Mas isso, segundo as mesmas fontes, não significa que a Petrobras abrirá mão de entrar com recurso em Nova York, contra a quebra do contrato, por parte do governo boliviano, ao nacionalizar as operações de gás e petróleo no país. Para o governo brasileiro, o principal ponto da discussão, que é garantir a continuidade do abastecimento de gás, está resolvido. E com essa primeira etapa vencida, será discutido agora o preço do produto. Autoridades brasileiras ressaltam que não há uma divisão nesse episódio, deixando de um lado os fornecedores e de outro os consumidores. O que existe, afirma, é o interesse maior de continuação do bloco regional. Este texto foi atualizado às 11h41.

Agencia Estado,

04 de maio de 2006 | 11h26

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