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Lula e Obama têm trajetórias semelhantes, diz Dilma

Ministra vê chances de se criar vínculos entre líderes após encontro deste sábado.

Bruno Garcez, BBC

14 de março de 2009 | 07h09

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que ''guardadas as proporções, os dois (presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o líder americano, Barack Obama) têm trajetórias semelhantes''.

A ministra chegou na sexta-feira à noite a Washington, acompanhando Lula, que se encontrará com Obama no sábado na Casa Branca.

Entre as afinidades entre os dois líderes citadas por Dilma estão as mensagens oferecidas por Obama em sua campanha presidencial.

''A campanha dele (Obama) foi uma campanha de mudança, de noção de esperança renovada.''

Dilma participará ao lado do presidente da comitiva que se encontrará com Obama, juntamente com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

No entender de Dilma, a ''relação pessoal é importante e o presidente tem facilidade de estabelecer esses vínculos''.

Lula manteve uma relação amistosa com o antecessor de Obama, o presidente George W. Bush, e o governo brasileiro espera dar continuidade ao bom relacionamento.

A ministra não entrou em detalhes sobre temas que deverão constar do encontro entre os líderes do Brasil e dos Estados Unidos, mas acrescentou que eles irão ''necessariamente'' tratar de formas de conter a crise financeira global.

O ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, que veio a Washington no mesmo avião que a comitiva brasileira, mas que não integra a delegação do governo, diz que o encontro entre Lula e Obama servirá para que os dois líderes possam "se perceber" e ''estabelecer o sentido mais direto das percepções que têm um do outro''.

Gil disse que torceu por Obama ao longo da disputa presidencial americana. ''E continuo torcendo, pelo trabalho dele, pela afirmação do trabalho dele, cada vez mais necessário.''

No entender do ex-ministro, Obama representa ''a emergência de uma mentalidade jovem nos Estados Unidos, preocupada com o futuro da humanidade, em jogar um jogo mais aberto, pluralista''.

Mas Gil afirmou não acreditar que poderá ser incluído na equipe que participará do encontro com Obama. ''Nunca estive com ele, mas claro que gostaria. É um jovem importante, pertencente a uma minoria política que vem historicamente trabalhando para encontrar seu lugar, seu protagonismo.'' BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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