Lula e premiê do Líbano abrem encontro de negócios no domingo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro ministro do Líbano, Rafik Hariri, abrem neste domingo, no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, o ´Planet Lebanon´, conferência mundial de negócios para empresários de origem libanesa. Também estão confirmadas as participações dos governadores Geraldo Alckmin (SP), Aécio Neves (MG), Germano Rigotto (RS) e da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. O evento, que acontece pela primeira vez no Brasil, é voltado para a promoção do comércio entre os países envolvidos. Em todo o mundo, são cerca de 20 milhões de cidadãos de origem libanesa. O Brasil, sozinho, tem 8 milhões de descendentes, o dobro da população do Líbano, de 4 milhões de pessoas.Além de ser uma "nação espalhada", com empresários em diversos países ocidentais e orientais, o Líbano atua como uma da principais portas de entrada de bens para o Oriente Médio. Há pelo menos quatro anos, o Brasil investe em promoção comercial na região para elevar as exportações. A Sadia, empresa da qual o ministro Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, foi presidente até entrar no governo neste ano, foi uma das pioneiras a entrar nesse mercado com vendas de aves. Ainda assim, o comércio bilateral é pífio. No ano passado, as transações ficaram pouco acima dos US$ 50 milhões. O Líbano comprou apenas 0,08% das exportações brasileiras, ou US$ 46 milhões em 2002, sobretudo em café, grãos e carne. O Brasil importou meros US$ 4 milhões, principalmente adubos e fertilizantes, azeites, vinhos e doces. Os números mostram que o potencial de crescimento do comércio bilateral é grande, "desde que os brasileiros, os libaneses e seus descendentes passem a se conhecer melhor, o que é o objetivo desse evento", avalia Alfredo Cotait Neto, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Líbano e um dos organizadores do evento.O executivo argumenta que o Líbano importa cerca de US$ 8 bilhões ao ano, sendo Itália, França, Áustria, Grã-Bretanha, Japão e Estados Unidos os principais fornecedores. O Brasil teria plenas condições de fornecer açúcar, cacau, soja, têxteis, máquinas e equipamentos, além de materiais de construção e serviços de engenharia. Quanto à segurança, Cotait afirma que o Líbano tem procurado, nos últimos anos, se manter à parte dos problemas as centrais da região, como o terrorismo, e não registra problemas econômicos de grande escala. Segundo os organizadores, cerca de 400 empresários de sucesso de origem libanesa virão ao País para conhecer os produtos brasileiros e o potencial exportador e importador do Brasil. Paralelamente às conferências do evento, no Hotel Maksoud Plaza, acontece a Expo Lebanon, espaço onde expositores nacionais e internacionais mostrarão produtos e serviços em diversos segmentos da economia.Entre os conferencistas, estão Fuad Siniora, ministro das Finanças do Líbano; Marwan Hamade, ministro do Economia do Líbano; Elias Skaf, ministro da Indústria e do Petróleo do Líbano; Raymond Audi, do Banque Audi; Roberto Duailibi, da DPZ Propaganda; Guilherme Afif Domingos, da Associação Comercial de São Paulo; Roger Karam, do Deutsche Bank Brasil; Paulo Attalah, da Câmara de Comércio Árabe - Brasil; João Carlos Saad, da Rede Bandeirantes; Eduardo José Farah, da Federação Paulista de Futebol; e Romeu Chap Chap, do Secovi.

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