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Lula e rei da Arábia Saudita encerram primeiro encontro

Líderes assinaram acordos de cooperação educacional e cultural e trataram do acordo de livre comércio

ANDREI NETTO, ENVIADO ESPECIAL, Agencia Estado

16 de maio de 2009 | 18h46

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o rei da Arábia Saudita, Adbullah bin Abdulaziz al Saud, encerraram neste sábado, 16,  seu primeiro encontro em Riade, capital do reino. A reunião dos dois chefes de Estado foi o ponto alto do dia na primeira visita oficial de um presidente brasileiro ao país. Na oportunidade, os dois líderes assinaram acordos de cooperação educacional e cultural, trataram do acordo de livre comércio negociado entre o Mercosul e o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) e sobre as possibilidades de investimentos nos dois países.

A reunião aconteceu às 20 horas, no Palácio Real de Riade. Lula chegou acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, e de quatro ministros: Celso Amorim, das Relações Exteriores, Franklin Martins, da Comunicação Social, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidência. Eles participaram de um jantar oferecido pelo rei árabe, trocaram distinções e homenagearam a 10 adolescentes de Santa Catarina escolhidos para participar da visita. Às 23h45min, ao término do encontro, os chefes de Estado assinaram dois acordos de cooperação bilateral, em educação e cultura.

Além dos protocolos, Lula e o rei Abdullah discutiriam as possibilidades de investimentos nos dois países. De acordo com o diplomata José Mauro Couto, assessor especial para Relações Internacionais do Ministério do Desenvolvimento, o presidente proporá ao longo da visita ao soberano que parte dos recursos do Fundo de Investimentos em Agropecuária da Arábia Saudita, avaliado em US$ 800 bilhões, seja investido no Brasil, no arrendamento de terras, na produção e na pesquisa agrícola.

Já os árabes pretendem divulgar os planos de construção de novas cidades coordenado pela Saudi Arabian General Investment Authority (Sagia). O projeto, já em curso que se estenderá até 2020, prevê investimentos de US$ 600 bilhões na criação de quatro "cidades econômicas" - King Abdullah Economic City, Hil, Jec e Medina -, cujos objetivos são desenvolver três áreas do mercado nacional: logística e transportes, economia do conhecimento e indústria petroquímica.

Todas as negociações, contudo, ainda são incipientes, afirma Michel Alabi, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. "Negociar com os países árabes não é um processo fácil, como é com a Europa e com os Estados Unidos. Primeiro eles têm de confiar nas pessoas com as quais negociam. É preciso tomar muito café e esperar seis meses, um ano para ver os resultados", explica.

Desde que chegou, no início da tarde em Riade - 6 horas, horário brasileiro -, o presidente brasileiro ainda não se manifestou à imprensa. Ele está hospedado no Palácio de Hóspedes, uma ex-residência real construída no início do século 20.

A agenda da visita continua amanhã, com um café da manhã com líderes empresariais árabes, uma visita a um centro de tecnologia da capital e um almoço com empreendedores dos dois países. Da Arábia Saudita, Lula embarca ainda neste domingo para a China e a seguir para a Turquia. O retorno ao Brasil está previsto para 23 de maio.

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