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Lula e Singh defendem reforma do FMI e mais cadeiras no CS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, defenderam, em seus discursos e comunicados conjuntos,a reforma do FMI e ampliação das cadeiras no Conselho de Segurança da ONU, além de ressaltarem a importância do combate ao terrorismo. Os também manifestaram a importância do incremento nas relações dos dois países, que tem se intensificado e aprofundado, e que "atingiram o nível de uma parceria estratégica".Ambos defenderam ainda a ampliação do comércio entre os dois países, salientando que houve um crescimento de cinco vezes, de 2002 para cá, chegando a US$ 2,5 bilhões. Lula ressaltou que "o potencial é ainda muito maior" e deve ser expandido com a assinatura de novos acordos de preferências comerciais e ampliação do número de produtos incluídos nas negociações. O primeiro-ministro endossou as palavras de Lula, acrescentando que espera um espaço ainda mais rápido na expansão das relações comerciais. Manmohan anunciou investimentos de US$ 400 milhões para a realização de prospecção no Brasil pela empresa de petróleo indiana.De acordo com o comunicado conjunto, os dois mandatários decidiram "iniciar diálogo estratégico bilateral sobre temas regionais e globais de interesse mútuo como segurança energética e a situação da segurança internacional, inclusive a ameaça ao terrorismo". Comprometeram-se, ainda, a estabelecer vínculos empresariais no setor bancário e de serviços, além de estimular os setores públicos e privados para aumentar e diversificar os fluxos bilaterais de bens e serviços.No comunicado, Lula e Manmohan Singh reafirmaram "sua convicção de que o terrorismo constitui uma das maiores ameaças à paz e à segurança e enfatizaram a necessidade de a necessidade de ações concertadas e coordenadas pela comunidade internacional, com objetivo de erradicar o terrorismo em todas as suas formas e manifestações". Falaram ainda da "prioridade que os dois governos atribuem à reforma das Nações Unidas, de modo a tornar a ONU mais efetiva e conforme à realidade contemporânea".Depois de reafirmarem seus compromissos no combate à fome e à pobreza, à promoção dos valores democráticos e o fomento ao desenvolvimento econômico, os dois presidentes defenderam a reforma do FMI, "para refletir a realidade contemporânea da economia global, o que inclui uma reforma do sistema de quotas para que haja maior alocação de quotas aos países em desenvolvimento, de modo a assegurar participação mais efetiva nos processos de decisão do FMI".Oito acordos bilaterais foram assinados entre Brasil e Índia, durante cerimônia no Palácio da Alvorada, após a reunião de trabalho entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. Os acordos vão desde as áreas de transporte aéreo, construção de moradias, infra-estrutura e transportes, área científica e tecnológica, com fortalecimento nas pesquisas em ciências humanas, sociais e naturais, além de cooperação em exploração de petróleo e proteção fito-sanitária. Os dois presidentes concordaram em designar adidos de defesa em suas respectivas capitais.A visita de Manmohan Singh ao Brasil é uma retribuição à viagem que o presidente Lula fez à Índia, em janeiro de 2004. A última visita de um primeiro-ministro da Índia ao Brasil ocorreu há 38 anos.

Agencia Estado,

12 de setembro de 2006 | 18h36

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