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Lula encontra 'jeito sério' de trabalhar com a economia

"No próximo ano cresceremos 5% e a inflação não passará de 4% e em 2009 também cresceremos 5%"

Vera Rosa, do Estadão,

14 de setembro de 2007 | 19h10

Ao abrir um seminário sobre energia para empresários noruegueses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o Brasil continuará crescendo 5% até o fim do seu mandato, com uma inflação no nível de 4%. Dois dias depois de mostrar preocupação com um possível aumento da inflação diante do crescimento de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, na comparação com igual período de 2006, Lula disse que encontrou o "jeito sério" de trabalhar com a economia. "No próximo ano cresceremos 5% e a inflação não passará de 4% e em 2009 também cresceremos 5% e a inflação não passará de 4%", afirmou o presidente, diante de uma platéia de cerca de 400 empresários. Lula não disse, porém, o que será feito para manter a inflação nesse porcentual. Com o discurso de que o Brasil "nunca teve "situação tão privilegiada" como agora, ele lembrou que já houve épocas de crescimento muito maior, mas com a explosão dos preços. "Nós conseguimos provar que é possível crescer e controlar a inflação", bradou. Na Noruega do Rei Harald V, que ostenta o título de terceiro maior exportador de petróleo do mundo, Lula cobrou empenho na conclusão da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) para que os países pobres sejam os "únicos ganhadores" do acordo. "Os países ricos não precisam ganhar", constatou. "Está na hora de fazermos concessões para que os países mais pobres do mundo consigam uma flexibilização na área agrícola da União Européia." No dia em que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revelou a melhora da renda média do brasileiro, com diminuição do número de analfabetos e aumento das carteiras de trabalho, Lula disse aos empresários que o País tem "a mais forte e mais conseqüente" política de transferência de renda de um país em desenvolvimento. "Ainda estamos longe de ter um padrão de renda per capita como o da Noruega e, enquanto isso não acontece, sabemos que é preciso ter uma forte política para cuidar da educação", argumentou. A platéia aplaudiu. Deslize Pouco antes da assinatura do acordo para produção de etanol entre a Petrobras e a Statoil - empresa de petróleo e gás controlada pelo Estado norueguês -, Lula cometeu um deslize ao exaltar as conquistas dos biocombustíveis, seu assunto predileto. Sem pestanejar, repetiu duas vezes que os carros de maior sucesso no Brasil são os flex fuel, que, nas suas palavras, andam com "o mesmo motor e o mesmo motorista", podendo utilizar tanto álcool como gasolina. "Ou seja, não precisa mudar nada, a não ser a bomba", atestou. Depois do encontro com os empresários, o presidente precisou recorrer ao guarda-chuva para chegar até a Fortalezade Akershus. Debaixo de um pé d'água e ao lado do rei Harald V - que usava apenas um quepe verde oliva -, Lula depositou flores no Monumento Nacional em memória às vítimas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A imprensa só pôde acompanhar a cerimônia à distância.

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