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Lula: fábrica de chips no Brasil é 'investimento seguro'

Ao receber, no Palácio do Planalto, alguns dos maiores fabricantes mundiais de semicondutores (chips), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou aos executivos que "eles farão um investimento seguro" se optarem por instalar suas fábricas no País.Os executivos, que participaram de seminário de dois dias sobre as possibilidades de investimento no País, disseram que a alta tecnologia deve ser acompanhada de uma política estável de ciência e tecnologia e reiteraram a necessidade de mão-de-obra qualificada, logística e incentivos fiscais para a instalação de fábricas no Brasil.Ouviram do presidente que a política de ciência e tecnologia "é de Estado e não de governo". Lula reiterou que a estabilidade econômica, com o controle da inflação e a geração de superávit primário, além do aumento do mercado de massa no País, não são conquistas "deste governo, mas da sociedade".Depois da reunião, o ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, disse que o presidente enfatizou, no encontro, o esforço do governo em educação e no avanço da formação de pessoal. Também citou investimentos em estradas, portos e aeroportos. O ministro lembrou que o Plano de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) prevê isenção fiscal para os investidores que optarem por construir fábricas no Brasil."É o começo de uma conversa. Os empresários disseram que saíam satisfeitos porque viram de perto o que têm ouvido falar no exterior. Muitos deles vieram pela primeira vez ao Brasil. Sabemos que instalar uma fábrica de US$ 1 bilhão, ou bilhões de dólares, é uma decisão que dura anos", afirmou Rezende. Entre os participantes da reunião com o presidente Lula estavam o presidente da Cadence Design System, Mike Fister, o vice-presidente da IBM, Anthony Yu, os gerentes da Toshiba Hiroshi Yasuda e Takeaki Fukuiama, o presidente da Fujitsu, Kazuyuki Kawauchi, o vice-presidente da Samsung, Benjamin Sicsu, e o presidente do Instituto Nokia de Tecnologia, Geraldo Feitoza. Os empresários optaram por não dar entrevistas.

LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

21 de maio de 2008 | 18h56

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