Lula: FMI e Bird não podem ser condomínio de Europa e EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que é "impensável" que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) continuem sendo "um condomínio de europeus e norte-americanos". Ele fez a declaração no Itamaraty, na recepção à presidente das Filipinas, Gloria Arroyo.

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

24 de junho de 2009 | 15h28

Na avaliação de Lula, a crise é uma oportunidade para a construção de novas "ordem e governança internacionais". "Ela nos mostra que o mundo não pode ser regido por um clube de sete ou oito países ricos sem levar em conta mais da metade da humanidade", declarou. Segundo o presidente, as organizações políticas e econômicas multilaterais "não podem mais prescindir do peso e da legitimidade dos países em desenvolvimento".

Depois de defender reforma também da Organização das Nações Unidas (ONU) e agradecer o apoio das Filipinas ao pleito brasileiro por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, Lula afirmou que o momento atual exige dos países em desenvolvimento uma atitude firme e coerente no enfrentamento da crise.

"A crise atual resultou de um ciclo de quase três décadas de equívocos cometidos em nome do neoliberalismo. Foram as teses do Estado mínimo, das privatizações desenfreadas de empresas públicas e a crítica à forte presença reguladora do Estado que conduziram a economia global à beira do abismo", afirmou Lula.

Ele lembrou que, em pronunciamento que fez recentemente na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, condenou a "onda de xenofobia que acompanha a retração das economias dos países ricos."

Tudo o que sabemos sobre:
LulaFMIBanco Mundial

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.