Lula garante que superávit primário será de 4,25% do PIB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu nesta manhã, em Brasília, que o superávit primário do País - arrecadação menos as despesas, exceto o pagamento de juros - será de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Durante entrevista coletiva concedida a jornalistas de emissoras de rádio, ele explicou que a decisão de perseguir esta meta é uma demonstração de seriedade e foi tomada somente em virtude das dívidas elevadas que a Brasil possui. "O superávit será o de 4,25%, que nós assumimos em compromisso. Ninguém faz superávit porque gosta de fazer. Nós fazemos superávit porque devemos muito", destacou o presidente da República, ressaltando que herdou a dívida de governos anteriores. "Nós temos uma dívida que não fomos nós que fizemos. Mas, quando a gente assume a presidência, assume o bônus e o ônus de quem veio da Presidência da República", complementou. Na entrevista, Lula destacou ainda a divergência do ministro da Fazenda Antonio Palocci e da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff sobre o ajuste fiscal no Pais (veja mais informações também nos links abaixo). Como parte dos elogios à condução da política econômica pelo ministro Palocci, o presidente da República citou melhorias em indicadores de inflação, emprego, balança comercial, juros e reservas internacionais. Destacou ainda que o atual valor do salário mínimo possibilita à população uma compra maior de produtos da cesta básica, em virtude da própria elevação no valor do salário aos trabalhadores e da redução de impostos de alguns itens, como o arroz. Em um recado direto à oposição, Lula afirmou: "Possivelmente, os meus adversários não compram arroz, porque tem quem compre para eles. Mas o povo pobre sabe o que está acontecendo."

Agencia Estado,

18 Novembro 2005 | 12h04

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