Lula indica Arthur Badin para a presidência do Cade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou hoje para análise do Senado Federal o atual procurador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin, para presidir o conselho, órgão responsável pelo julgamento de fusões e condutas empresariais. Outros três nomes também foram indicados hoje pelo presidente para os cargos de conselheiros: Olavo Zago Chinaglia, Vinícius Marques de Carvalho e Carlos Emmanuel Joppert Ragazzo.As mensagens presidenciais ao Senado estão publicadas na edição de hoje do Diário Oficial da União. Com a formalização das indicações, caberá agora à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sabatinar e votar os nomes, que ainda terão que passar pelo crivo do plenário. No final de julho e início de agosto, quatro conselheiros deixarão o Cade por terem os seus mandatos encerrados. Dentre eles, a presidente Elizabeth Farina. Também sairão Luiz Carlos Prado, Ricardo Cueva e Luís Fernando Rigato.O atual procurador-geral, Arthur Badin, trabalha no sistema brasileiro de defesa da concorrência desde 2003. Ele foi chefe de gabinete da Secretaria de Direito Econômico (SDE) quando o titular era Daniel Goldberg e, desde dezembro de 2005, está na procuradoria do Cade.O advogado Olavo Chinaglia, um dos indicados para o Cade, atua na área de fusões e aquisições de empresas. Filho do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ele é especialista em Direito Econômico formado pela USP. Vinícius de Carvalho também é advogado e gestor público concursado. Atualmente é chefe de gabinete da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Carlos Ragazzo, advogado e especialista em políticas públicas, é hoje coordenador-geral de Defesa da Concorrência da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda. As sugestões foram feitas à presidência da República pelo Ministério da Justiça.O Cade é formado por sete integrantes, mas desde o início do ano está funcionando com apenas seis conselheiros. O sétimo é o economista Enéas de Souza, que trabalha em uma fundação de pesquisa econômica ligada ao governo do Rio Grande do Sul. Embora já esteja aprovado pelo Senado desde 22 de abril, o economista ainda não tomou posse no Cade porque sua liberação pelo governo gaúcho ainda não foi concluída.

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