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Lula irá se reunir com os 100 maiores empresários do País

Encontro tem como objetivo mudar a opinião do empresariado, que reclama do cenário econômico nacional

17 de outubro de 2007 | 19h39

A avaliação de que parte do empresariado reclama injustamente do cenário econômico brasileiro motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reunir os cem maiores empresários do País, na próxima quarta-feira. O encontro acontecerá no momento em que um grupo de instituições do setor produtivo, capitaneado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), faz uma forte campanha contra a prorrogação da CPMF. Embora o objetivo da reunião não seja fazer uma pregação em favor do imposto, o tema certamente estará na conversa entre Lula e os empresários.   O Estadão apurou que depois da reunião na próxima quarta, o presidente fará outros dois encontros, com os médios e os microempresários.   Segundo assessores da presidência, Lula avalia que há um "descasamento" entre as reclamações dos empresários e a conjuntura econômica. No governo, consideram-se exageradas as queixas sobre o peso dos tributos, os juros altos e a falta de marco regulatório em alguns setores. Lula pretende fazer um "chamamento ao otimismo" que leve a mudanças no discurso dos empresários mais influentes.   A primeira vez que Lula manifestou a intenção de reunir os grandes empresários foi no dia 20 de setembro, eu reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. "Se nós não falarmos bem de nós mesmos, os outros não falarão. Defender os interesses do nosso país é condição fundamental para que este Pais se defina como uma nação influente nas decisões dos órgãos multilaterais", disse o presidente aos conselheiros.   Dias depois, Lula retomou o assunto. Em viagem a Santa Catarina, disse que as maiores empresas do País "estão ganhando hoje mais do que ganharam a vida inteira, porque o momento é extraordinário". Na ocasião, o presidente reclamou das críticas à carga tributária e deu o tom do que pretende dizer aos grandes empresários. "As pessoas estão ganhando mais dinheiro e, por isso, aumenta a carga tributária. Quando as pessoas fazem críticas, não apontam qual a alíquota que nós aumentamos, porque não aumentamos", afirmou.   Nesses dois pronunciamentos está o resumo do sentimento do presidente em relação aos setores mais descontentes do empresariado. Lula diz que, ao se queixarem, os empresários parecem estar falando de outro País, e não do cenário da economia brasileira.   Com a decisão do presidente de se reunir com os grandes empresários, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri, foi encarregado de arregimentar os convidados. A reunião terá a presença dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Miguel Jorge.   Depois dos grandes, será a vez de médios e microempresários serem chamados a encontros separados com o presidente Lula. Segundo assessores da presidência, a reunião da próxima quarta-feira vai desencadear uma rodada de conversas com o empresariado brasileiro.

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