Lula ironiza previsões e critica 'palpite' de analistas sobre PIB

Presidente comemora e diz que revisão do PIB indicará um crescimento ainda maior que os 5,4% em 2007

Luciana Nunes Leal, Tânia Monteiro e Isabel Sobral, de O Estado de S. Paulo,

12 de março de 2008 | 18h10

Ao comemorar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007, o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva ironizou nesta quarta-feira, 12, as afirmações de analistas de economia que previram um resultado inferior ao anunciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados divulgados na manhã desta quarta-feira, 12, mostram que o PIB - soma das riquezas do País - cresceu 5,4% em 2007. Veja também: Economia brasileira cresce 5,4% em 2007Investimento e consumo das famílias puxaram economia em 2007'Estamos acelerando crescimento sem inflação', diz MantegaA medida do crescimento do País   "Se eu fosse aceitar o palpite de todo analista econômico, o Brasil ia acabar", declarou o presidente. Ele afirmou ter a convicção de que a revisão do PIB, que sempre é feita pelo IBGE indicará, em relação ao de 2007, um crescimento ainda maior do que os 5,4%. As declarações foram feitas em discurso no Quartel-General do Exército, na capital federal, durante solenidade de comemoração dos quatro anos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, responsável pelo programa Bolsa-Família Em outra reação às previsões feitas por analistas, o presidente disse: "Está cheio de analista de economia dando palpite. Eu vi de forma gostosa o resultado (do PIB)." E acrescentou: "Queremos trabalhar para que aconteça (esse crescimento) durante muitos anos seguidos, durante 10, 20 anos, para recuperar os últimos 30 anos em que não houve crescimento. É importante lembrar a esses céticos que parte do resultado do PIB de hoje está subordinada ao mercado interno. Os pobres estão comendo mais, estão vestindo mais, não só no Brasil, mas em vários países. Na África, na China."  Alentador Em outro momento, Lula a taxa de crescimento do PIB de "alentador". Em discurso de quase 1h30 em uma mesa de negócios com empresários brasileiros e estrangeiros, organizada pela revista inglesa The Economist, Lula mostrou otimismo ao afirmar que a perspectiva econômica para o País em 2008 é de obter melhores resultados do que em 2007.  Apesar do otimismo, ele afirmou aos empresários que o governo será cauteloso. "Não almejo que o Brasil fique crescendo por muito tempo a taxas de 10% ou 11% ao ano, prefiro que se cresça por muito tempo a taxas de 5% para que a indústria possa acompanhar o crescimento da demanda paulatinamente."  Segundo ele, o melhor para o País é ter um crescimento equilibrado para que não haja o perigo da volta da inflação. Depois de citar vários indicadores favoráveis da economia brasileira, Lula afirmou aos empresários que não deixará que todas as conquistas sejam perdidas com aumentos de gastos desnecessários.  Segundo o presidente, sua formação econômica é de um assalariado, que sabe que quando gasta mais do que ganha "pode quebrar a cara". "Não quero momentos de euforia, quero momentos de responsabilidade", afirmou Lula. Ele ainda permanece no evento, onde está respondendo perguntas de empresários participantes.  Texto ampliado às 21h10

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