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Lula mandou gastar 'tudo o que há de verba no PAC', diz Dilma

Segundo a ministra, ordem do presidente em reunião ministerial foi de 'não haver investimento não realizado'

João Domingos, de O Estado de S. Paulo,

25 de novembro de 2008 | 12h43

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou nesta terça-feira, 25, em entrevista coletiva, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos ministros, na reunião realizada na segunda na Granja do Torto, que a ordem é "não haver investimento não realizado" e que eles devem "gastar tudo o que há de verba para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)."   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    O presidente, de acordo com o relato da ministra, enfatizou que é preciso fazer com que o gasto seja realizado "de forma consciente". Lula, segundo Dilma, determinou aos ministros que, para garantir a realização dos investimentos, trabalhem em conjunto com os prefeitos, principalmente para tratar das medidas nas áreas de saneamento básico e educação, e com os governadores.   O presidente afirmou também que o PAC é "um instrumento anticíclico, porque a crise puxa (a economia) para baixo, e o PAC puxa para cima, aumentando o investimento." "Quando você aumenta o investimento, significa que você está tendo uma ação contrária ao ciclo. Se o ciclo é de crise, aumentar o investimento faz você manter o crescimento do País, garantir renda e emprego", disse Dilma, dando como exemplo a construção civil.   "Se há um problema lá (no setor da construção civil), o PAC, pelo tanto de contratação que faz nessa área, impede que a crise na construção civil faça desempregados", afirmou a ministra da Casa Civil. Ela disse que "só nas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau (a ser construídas em Rondônia), serão 25.000 pessoas contratadas em cada uma das obras."   Dilma afirmou que o presidente Lula, ao ordenar aos ministros que garantam a conclusão das obras, quer que o País atravesse "com maior suavidade esse período de crise." Na avaliação dela, a crise financeira internacional "tem conseqüências" no Brasil, mas o governo está "tentando minorar" esses efeitos.   A ministra reiterou a análise que vem sendo feita pelo presidente e pela maioria dos ministros, segundo os quais o enfrentamento dos efeitos da crise está sendo feito "com a consciência de que o governo, hoje, é parte da solução e não - como era antes - parte do problema" e que, "antes, o governo quebrava; hoje, o governo não quebra."   Dilma, que costuma ser classificada por Lula como "a mãe do PAC", falou com jornalistas após participar de um debate na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, sobre legalização de terras na Amazônia.

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