Lula minimiza Selic e destaca juro ao consumidor

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, minimizou hoje a alta da Selic, a taxa básica de juros da economia, decidida ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), e destacou a prioridade do governo na redução dos juros ao consumidor.Em discurso na sede da Firjan, no Rio, Lula disse: "vejo meus companheiros falarem que a Selic está muito alta, mas o consumidor já pagou 150% de juros por uma geladeira e nunca vi ninguém defendendo o consumidor". Em seguida, o presidente questionou: "porque não baratear juro para o consumidor?"Lula citou as iniciativas do governo de conceder empréstimos aos trabalhadores em folha, com juros mais baixos, beneficiando, inclusive, os aposentados. "Vamos colocar dinheiro no mercado, para circular dinheiro neste País".CríticasA outra referência do presidente à taxa de juros, no discurso, foi feita em uma crítica ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Falando sobre a necessidade de governar sem pensar em eleições, Lula lembrou que "o Fernando Henrique, em 98, na sua reeleição, se tivesse discutido juros no momento certo e mudado a política cambial, não teria deixado sair US$ 10 bilhões do País".Lula citou ainda a sucessão eleitoral de 2002. "Se naquele momento os juros não tivessem sido mantidos em 15% por questões eleitorais, depois não teríamos que elevá-los para 25%".Lula destaca boas notíciasLula citou ainda dados de geração de emprego e de exportações como exemplo de boas notícias de seu governo. Em discurso na sede da Firjan no Rio, Lula disse que somente neste ano já foram contabilizados mais de 1,6 milhão de novos empregos formais no País, a maior parte em cidades de porte médio do interior. "Isso é bom para o Brasil espraiar o desenvolvimento por todo o território nacional".Lula destacou também a perspectiva de o País alcançar em breve os US$ 100 bilhões em exportações. "Tenho champanhe guardado que ganhei para a minha vitória (nas eleições presidenciais) e falei para o Furlan (ministro de desenvolvimento Luiz Fernando Furlan, que acompanhava Lula na Firjan) que ia estourá-lo quando chegarmos a US$ 100 bilhões em exportações".

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