Lula não discute Itaipu, mas reafirma ajuda ao Paraguai

Presidente brasileiro se encontra com Fernando Lugo, mas não menciona revisão de tarifas da usina

Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

16 de maio de 2008 | 16h12

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta sexta-feira, 16, ao atual presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, e ao presidente eleito Fernando Lugo, que, mantidos os compromissos históricos entre os dois países, o Brasil tem interesse em aumentar a cooperação na região, principalmente em relação à política industrial.  Veja também:Itaipu, um gigante polêmico  Ao dar a informação, o assessor de Assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse, em entrevista, que mudanças no Tratado de Itaipu com o Paraguai não estão em questão pelo governo brasileiro. Garcia disse que o Itaipu não foi mencionada no encontro que Lula, Duarte e Lugo tiveram esta manhã.  "Itaipu não foi discutido. Simplesmente o presidente Lula reiterou que, mantidos os compromissos históricos entre os dois países, queremos sem dúvida alguma impulsionar a cooperação entre os dois países", disse. Havia a expectativa de que os três discutissem a questão de Itaipu. Lugo defende o aumento do preço da energia da usina que o Paraguai repassa ao Brasil. A ajuda oferecida pelo Brasil ao Paraguai se refere a várias medidas de acordos que poderiam beneficiar o país vizinho. Marco Aurélio citou, por exemplo, o plano de política industrial do presidente Lula, lançado no Rio de Janeiro na segunda-feira (dia 12), que prevê medidas para beneficiar países vizinhos da América Latina. Garcia destacou que não há um pedido formal de revisão do Tratado de Itaipu e referindo-se a outras negociações em outras ocasiões, ele afirmou que "o presidente Lula negociou várias questões relacionadas a Itaipu, mas mantemos a posição de que é um acordo, um tratado, que foi estabelecido". Ele reafirmou que o presidente Lula está disposto a abrir discussões sem, no entanto, que isso implique alterações no tratado. "O presidente disse que está disposto a abrir discussões e estabelecer uma série de negociações mas não está em questão o tratado, porque é um problema de compromissos internacionais firmados".

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