Lula não discutiu aumento de combustíveis, diz Planalto

Com a disparada do petróleo, gasolina pode aumentar. Assunto é cogitado e Lula volta a se reunir com Gabrielli

Tânia Monteiro e Luiz Roberto Marinho, da Agência Estado,

25 de abril de 2008 | 12h18

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem, no Palácio do Planalto, por volta das 20h30, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, mas a audiência foi rápida e ficou acertado que ambos voltarão a conversar nesta sexta-feira, em Paulínia (SP), durante a inauguração de uma unidade da petroquímica Braskem. Apesar de todas as especulações sobre um possível reajuste dos combustíveis, pelas altas sucessivas das cotações do petróleo, a Secretaria de Imprensa da Presidência afirmou que os dois não trataram do assunto, alegando que o tema exigiria a presença de especialistas.Segundo a Secretaria de Imprensa, o motivo da audiência era o relato de Gabrielli de sua viagem ao Japão, no início do mês. A audiência chegou a ser cancelada, pelo atraso na agenda presidencial, na quinta-feira, mas como o presidente da Petrobras já estava a caminho de Brasília e se dirigiu ao Planalto, Lula acabou recebendo-o. De acordo com a Secretaria de Imprensa, o presidente da República convidou Gabrielli a acompanhá-lo no avião presidencial, na viagem de hoje de manhã a São Paulo, mas compromissos inadiáveis do presidente da Petrobras, no Rio, adiaram a retomada da conversa para a tarde, em Paulínia.O presidente da Petrobras esteve no início do mês no Japão, onde visitou a refinaria Nishihara, em Okinawa, adquirida pela Petrobras. Chegou a anunciar, no dia 6 passado, em Tóquio, a disposição da empresa de investir US$ 975 milhões para aumentar a capacidade de refino da refinaria e adaptá-la para o processamento de petróleo pesado. Conforme Gabrielli, a compra da refinaria é estratégica para a Petrobras ampliar sua presença na Ásia, aumentando as vendas de combustíveis no Japão e atingindo os mercados da China, Coréia do Sul, Vietnã e Indonésia.

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