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Lula nega dificuldades para entrada de empresas no País

Em Madri, presidente afirma que Brasil tem 'possivelmente as mesmas exigências de outros países'

LISANDRA PARAGUASSU, Agencia Estado

17 de setembro de 2007 | 13h28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta segunda-feira, 17, que o Brasil esteja criando dificuldades para a entrada de empresas estrangeiras no País. Segundo ele, nos últimos cinco anos entraram no Brasil US$ 33 bilhões de investimentos e um grande número de empresas entrou no País "e possivelmente nós temos as mesmas exigências de outros países". Mesmo assim, o presidente recomendou que se alguma empresa tiver problemas para entrar no Brasil, por impedimentos burocráticos, deve procurar o governo. "O que fizemos contra a burocracia nos últimos quatro anos é invejável", afirmou. Crise  Sobre a crise financeira nos Estados Unidos, Lula reafirmou que tem certeza absoluta de que a turbulência não vai afetar o Brasil, e que o País está com uma economia sólida. "Estou convencido e não costumo trabalhar com medo premeditado. Ninguém me assusta na terra. Os Estados Unidos vão ter que resolver o seu problema. Eu tenho certeza que essa crise não vai afetar o Brasil".  O presidente disse que na viagem que fará aos Estados Unidos, no final de setembro, para a reunião da ONU, falará sobre a crise com o presidente americano, George W.Bush."Daqui a alguns dias vou encontrar o meu amigo Bush, e vou dizer a ele: Bush, resolve o problema da crise, porque não vamos deixá-la atravessar o Atlântico e chegar ao Brasil. Ele vai ter que assumir a responsabilidade", afirmou.  Empresários Durante sua visita a Madri, na Espanha, o presidente se encontrou com 50 empresários do país. No encontro, o presidente do banco Santander, Emílio Botin, disse que o Brasil deve alcançar o grau de investimento em 18 meses.  Para Botin, o País nunca esteve numa situação financeira tão boa, só com boas notícias, como o crescimento de 5% do PIB, a inflação controlada em 4%, e os US$ 160 bilhões de reservas. De acordo com ele, a situação do Brasil é importante para América Latina e o caminho escolhido pelo País é o mais eficiente para resolver os problemas da região. Botin confirmou para a imprensa que vai fechar a compra do ABN Amro. Todos os empresários presentes ao encontro fizeram elogios à economia brasileira e prometeram investimentos. Entre eles, o presidente da Telefónica, Cezar Alierta, que disse que até 2010 a Telefónica vai investir mais de US$ 7 bilhões no Brasil. "Lula sabe que pode contar com a gente", disse o executivo em seu discurso. Nesse clima de euforia, o único tom destoante foi o do presidente da Gás Natural, Salvador Gaborro. Ele disse que pretende continuar investindo no Brasil, mas que isso depende de marco regulatório para essa área.

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