Lula nega que tenha sinalizado aumento de combustível

Presidente afirma que apenas registrou uma constatação que a imprensa diz todos os dias

Paula Puliti, da Agência Estado,

26 de abril de 2008 | 12h31

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que as afirmações feitas na sexta-feira, 25, em Paulínia, sobre a defasagem do preço dos combustíveis seja sinalização de que os preços poderão ser reajustados. O presidente afirmou que apenas registrou uma constatação que a imprensa diz todos os dias, de que os combustíveis não são reajustados desde 2005, apesar do aumento do petróleo.  O presidente reiterou também que ainda não teve qualquer conversa com a Petrobras nem com o Ministro da Fazenda sobre esta questão. E afirmou que se houver qualquer decisão neste sentido, a Petrobras terá que sentar com o Governo para discutir o assunto. Em Paulínia, na sexta-feira, o presidente havia dito não saber se o preço da gasolina vai aumentar no País. "Por enquanto, não recebi nenhuma informação, de qualquer forma, essa discussão terá que passar pelo governo". Ele lembrou que o último aumento da gasolina anunciado pela Petrobras ocorreu em 2005 e observou que, nesse período, o preço do barril de petróleo saiu de US$ 30 para valores próximos de US$ 120. "Portanto, temos uma defasagem. Ao mesmo tempo, para que possamos tomar medidas de aumento de qualquer coisa na área de combustíveis, precisamos ver qual a implicação vai ter na inflação".

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