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Lula: País crescerá em 2009 'menos do que gostaríamos'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que a crise está obrigando o Brasil a enfrentar "turbulências que não criamos". Em palestra durante seminário para investidores em Nova York, o presidente afirmou que o Brasil não quebrou e não vai quebrar. "Enquanto a maioria dos países ricos mergulha na recessão, o Brasil vai continuar crescendo. Cresceremos em 2009 menos do que gostaríamos e menos do que poderíamos se não fosse essa crise externa. Mas vamos crescer", afirmou.

NALU FERNANDES E ANA CONCEIÇÃO, Agencia Estado

16 de março de 2009 | 16h31

Lula criticou os bancos, que em vez de cumprirem papel de financiador do setor produtivo descolaram-se da realidade e dedicaram-se à especulação. "Transformaram-se num grande cassino", afirmou. "A ganância de alguns deu lugar ao pânico de muitos", acrescentou.

Lula, que falou antes do almoço, brincou com a plateia dizendo que não era para atirar facas e "muito menos sapatos" enquanto ele falasse e a fome fosse aumentando, em referência ao incidente ocorrido no Iraque com o ex-presidente americano George W. Bush. Lula disse que o Brasil não teve a grave crise de confiança que se abateu sobre os países ricos. "Quando a crise veio à tona, nossa economia estava arrumada."

A crise global desafiou o Brasil a trabalhar mais para combatê-la, mas o atual momento representa uma oportunidade para os líderes mundiais, disse Lula. O presidente afirmou que "a crise surgiu como um desafio que dará mais motivação para fazer mais do que fizemos até agora".

Lula também falou sobre a integração das Américas e a necessidade de pensar para além das divisões políticas, temas também tratados com o presidente dos EUA, Barack Obama, durante o encontro de ambos os presidentes no último fim de semana. "O tempo da guerra fria acabou. Agora é tempo de democracia", disse. Com informações da agência Dow Jones.

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